Colocou parte do pijama, deitou-se na cama e, como de costume, pôs-se a pensar.
Lembrou da frase: “ às vezes perder o equilíbrio no amor é estar em equilíbrio na vida”. Não sabia se a frase era literalmente essa, mas gostava de acreditar que sim.
Hoje fora insana. Ultrapassara o limite de “perder o equilíbrio”.
Mas depois sentiu-se amada.
Ela descontrolou-se. Com mãos e pernas tremendo freneticamente.
Mas ele não.
Esperou o momento certo e lhe disse as palavras certas.
E Julia sentiu-se amada.
Sentiu encontrar seu lugar naqueles braços.
Braços que eram seus.
E agora mais do que nunca.
Ela sentiu ser necessária a insegurança. Pois só assim construiria uma segurança plena e verdadeira.
Sentiu o cheiro. Impregnado por todo o seu corpo depois daquela noite de amor.
Sorriu. Virou-se para o lado e adormeceu.
E eu posso jurar que ela teve sonhos mágicos.
[ com ele ;D ]
[...]
sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
II
Fazia calor. Mas mesmo assim Julia foi até a cozinha e voltou com uma caneca grande cheia de leite com toddy. E estava bem quente.
Aquela tarde entediante rendeu pouco mais de uma folha. E ela não estava satisfeita.
Aproveitou então esta noite.
Esta noite em que sua mente borbulhava.
Tomando daquela caneca enquanto escrevia, sentia-se escritora. E isso era algo forte para ela naquele momento.
O momento era de ideias fervilhando.
Ferviam.
Borbulhavam.
Mas não vazavam. Exceto pelas pontas de seus dedos enquanto segurava a caneta que achou sobre a mesa da sala de tevê.
Ela não queria deixar que vissem. Ao menos não explicitamente.
Temia que não a compreendessem.
Receava que a julgassem.
No fundo, sabia que os motivos eram apenas seus. E que ninguem conseguiria alcançá-los.
Alcançá-los.
Nem mesmo ela conseguia essa proeza.
De seus pensamentos, apenas sabia. Tinha consciência de que eles existiam, mas nunca os alcançava em sua plenitude.
Sabia-os. Mas não em sua totalidade.
E era isso que lhe causava angústia.
Seus pensamentos geravam ideias de atitudes a tomar. Mas em sua maioria, de esquiva.
E ela não queria viver fugindo.
Ao ver-se como escritora, pensou nas cenas dos filmes: escritoras isoladas da família, sem qualquer relacionamento amoroso ou com qualquer outro tipo de afeto. Sabe-se lá porquê.
Mas ela não queria.
Ela sabe que tem necessidade de família, amigos. E de seu namorado.
E essa necessidade também a confunde: necessitar demais lhe torna dependente.
E isso não a ajuda a progredir.
Enquanto fingia-se escritora, fingia acreditar também que a borbulha de seus pensamentos havia cessado.
Fugia da estagnação escondendo-se nas palavras.
[...]
Aquela tarde entediante rendeu pouco mais de uma folha. E ela não estava satisfeita.
Aproveitou então esta noite.
Esta noite em que sua mente borbulhava.
Tomando daquela caneca enquanto escrevia, sentia-se escritora. E isso era algo forte para ela naquele momento.
O momento era de ideias fervilhando.
Ferviam.
Borbulhavam.
Mas não vazavam. Exceto pelas pontas de seus dedos enquanto segurava a caneta que achou sobre a mesa da sala de tevê.
Ela não queria deixar que vissem. Ao menos não explicitamente.
Temia que não a compreendessem.
Receava que a julgassem.
No fundo, sabia que os motivos eram apenas seus. E que ninguem conseguiria alcançá-los.
Alcançá-los.
Nem mesmo ela conseguia essa proeza.
De seus pensamentos, apenas sabia. Tinha consciência de que eles existiam, mas nunca os alcançava em sua plenitude.
Sabia-os. Mas não em sua totalidade.
E era isso que lhe causava angústia.
Seus pensamentos geravam ideias de atitudes a tomar. Mas em sua maioria, de esquiva.
E ela não queria viver fugindo.
Ao ver-se como escritora, pensou nas cenas dos filmes: escritoras isoladas da família, sem qualquer relacionamento amoroso ou com qualquer outro tipo de afeto. Sabe-se lá porquê.
Mas ela não queria.
Ela sabe que tem necessidade de família, amigos. E de seu namorado.
E essa necessidade também a confunde: necessitar demais lhe torna dependente.
E isso não a ajuda a progredir.
Enquanto fingia-se escritora, fingia acreditar também que a borbulha de seus pensamentos havia cessado.
Fugia da estagnação escondendo-se nas palavras.
[...]
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
I
Ela precisava apenas de folhas pautadas e alguma caneta.
E ela tinha isso.
Existem pessoas que procuram terapeutas. Outras que ligam para os amigos. Há ainda as que comem chocolates ou sorvetes, feito americanos.
Julia também era adepta à essas soluções, mas o que lhe resolvia mesmo eram as palavras. E as combinações que elas possibilitam.
Muitas vezes sentia-se frustrada, pois julgava não saber a hora certa das palavras e por isso excluir a poesia de suas prosas. Quando criança, Julia escreveu uma história sobre “Fadas e Duendes”. Escreveu-a no computador. E quando já com alguns capítulos, insatisfeita, ela a deletou. Disse que a recomeçaria, mas nunca o fez.
E assim ela tem feito com várias outras coisas na sua vida.
Mas ela nunca deixou de escrever.
E sempre desejou criar uma história que virasse livro. Mesmo que não fosse vendida em livrarias, sonhava apenas com uma encadernação que fosse assinada por ela.
E essa tarde com o sol tentando aparecer por entre as nuvens, sentada em frente a tevê sem nada para assistir, a instigou a escrever.
Julia sentia organizar sua vida enquanto a transformava em palavras.
E nessa tarde ela sentia sua mente precisar de organização. E clareza.
[...]
E ela tinha isso.
Existem pessoas que procuram terapeutas. Outras que ligam para os amigos. Há ainda as que comem chocolates ou sorvetes, feito americanos.
Julia também era adepta à essas soluções, mas o que lhe resolvia mesmo eram as palavras. E as combinações que elas possibilitam.
Muitas vezes sentia-se frustrada, pois julgava não saber a hora certa das palavras e por isso excluir a poesia de suas prosas. Quando criança, Julia escreveu uma história sobre “Fadas e Duendes”. Escreveu-a no computador. E quando já com alguns capítulos, insatisfeita, ela a deletou. Disse que a recomeçaria, mas nunca o fez.
E assim ela tem feito com várias outras coisas na sua vida.
Mas ela nunca deixou de escrever.
E sempre desejou criar uma história que virasse livro. Mesmo que não fosse vendida em livrarias, sonhava apenas com uma encadernação que fosse assinada por ela.
E essa tarde com o sol tentando aparecer por entre as nuvens, sentada em frente a tevê sem nada para assistir, a instigou a escrever.
Julia sentia organizar sua vida enquanto a transformava em palavras.
E nessa tarde ela sentia sua mente precisar de organização. E clareza.
[...]
sábado, 25 de dezembro de 2010
Depois de uma noite gostosa de Natal com a família e no final de um dia quente e gostoso, lembrei-me daquele texto do ano retrasado.
Insatisfação.
É ela que sempre me preenche. E quase sempre é ela o motivo de meus momentos.
Tudo tão gostoso! Mas eu não me sinto completa.
Sei que nem seria bom se me sentisse. Preencher-me apenas traria estagnação.
Mas preciso arrumar uma ocupação pra minha obsessão que insiste em dizer que aqui dentro tem vazio.
Um vazio que não sabe do que precisa. Um vazio que nada preenche.
É um vazio que aumenta com a ausência dele, mas que não se extingue quando ele está por perto.
Um vazio que não sei quando surgiu. Nem mesmo sei porque ele resolveu surgir.
Mas acontece que agora ele está aqui. E foi ele o culpado do meu texto com espírito natalino não acontecer.
Fácil, né!? É fácil arrumar a quem culpar. Livra-me da responsabilidade.
Engana-me. Fazendo-me acreditar que é possível livrar-me dessa tal de responsabilidade.
E assim eu continuo. Como não sou a responsável, despejo as primeiras palavras que me apontam na língua no primeiro que me aparecer.
Sinto meu coração bater forte. 20 anos e um descontrole inexplicável.
Sinto-me frágil sem ele por perto.
É o medo de que ele aprenda que a vida também pode ser boa sem mim.
É a maldita insegurança que anda sempre comigo. Perto como minha sombra.
E então meu olho começa a encharcar. E eu já não sei como terminar esse texto.
Nem mesmo sei porque o comecei...
Insatisfação.
É ela que sempre me preenche. E quase sempre é ela o motivo de meus momentos.
Tudo tão gostoso! Mas eu não me sinto completa.
Sei que nem seria bom se me sentisse. Preencher-me apenas traria estagnação.
Mas preciso arrumar uma ocupação pra minha obsessão que insiste em dizer que aqui dentro tem vazio.
Um vazio que não sabe do que precisa. Um vazio que nada preenche.
É um vazio que aumenta com a ausência dele, mas que não se extingue quando ele está por perto.
Um vazio que não sei quando surgiu. Nem mesmo sei porque ele resolveu surgir.
Mas acontece que agora ele está aqui. E foi ele o culpado do meu texto com espírito natalino não acontecer.
Fácil, né!? É fácil arrumar a quem culpar. Livra-me da responsabilidade.
Engana-me. Fazendo-me acreditar que é possível livrar-me dessa tal de responsabilidade.
E assim eu continuo. Como não sou a responsável, despejo as primeiras palavras que me apontam na língua no primeiro que me aparecer.
Sinto meu coração bater forte. 20 anos e um descontrole inexplicável.
Sinto-me frágil sem ele por perto.
É o medo de que ele aprenda que a vida também pode ser boa sem mim.
É a maldita insegurança que anda sempre comigo. Perto como minha sombra.
E então meu olho começa a encharcar. E eu já não sei como terminar esse texto.
Nem mesmo sei porque o comecei...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
[27/09]
Há quanto tempo que eu não escrevo nada! Estava mesmo chegando a achar que não mais conseguiria escrever...
Mas ele me inspira.
Me instiga.
Me motiva.
Ele me movimenta.
Hoje senti meu coração bater. E ele batia intensamente, fazendo de sua presença algo marcante. E há tempos eu não o notava. Ao menos não como notei hoje. Havia esquecido de como palpitava algo aqui dentro de mim. Havia esquecido que aqui dentro também há algo que me mantém viva.
Ele “de fora”, e o coração aqui dentro.
Ambos dão ritmo à minha vida.
Conversas com lágrimas em todos os olhos me fizeram crer que é preciso me movimentar.
Confesso que agora tenho vontade apenas de deitar-me nessa cama, esconder-me debaixo do edredon e sonhar que estou aconchegada e protegida nos braços dele.
Mas consciência eu já tenho. E sei que esse é o primeiro passo.
Também sei que só consciência não adianta, mas aos poucos os passos brotam.
E agora esconder-me-ei debaixo dos edredons...
Obs.: é, no plural porque o friozinho tá tenso...
Obs.1: mesóclise! o/
PS.: texto não é de hoje, mas tirando o frio ele se encaixa perfeitamente. E acho q nos últimos dias tenho sentido de forma ainda mais gostosa esse meu coração e esse meu amor...
Há quanto tempo que eu não escrevo nada! Estava mesmo chegando a achar que não mais conseguiria escrever...
Mas ele me inspira.
Me instiga.
Me motiva.
Ele me movimenta.
Hoje senti meu coração bater. E ele batia intensamente, fazendo de sua presença algo marcante. E há tempos eu não o notava. Ao menos não como notei hoje. Havia esquecido de como palpitava algo aqui dentro de mim. Havia esquecido que aqui dentro também há algo que me mantém viva.
Ele “de fora”, e o coração aqui dentro.
Ambos dão ritmo à minha vida.
Conversas com lágrimas em todos os olhos me fizeram crer que é preciso me movimentar.
Confesso que agora tenho vontade apenas de deitar-me nessa cama, esconder-me debaixo do edredon e sonhar que estou aconchegada e protegida nos braços dele.
Mas consciência eu já tenho. E sei que esse é o primeiro passo.
Também sei que só consciência não adianta, mas aos poucos os passos brotam.
E agora esconder-me-ei debaixo dos edredons...
Obs.: é, no plural porque o friozinho tá tenso...
Obs.1: mesóclise! o/
PS.: texto não é de hoje, mas tirando o frio ele se encaixa perfeitamente. E acho q nos últimos dias tenho sentido de forma ainda mais gostosa esse meu coração e esse meu amor...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sinto-me motivada
Não que isso me faça sentir mais leve (mesmo porque a balança não nega ¬¬’), nem que por isso eu esteja saindo de casa radiante e arrasante num belo sapato e numa bela roupa. Também não tenho abrilhantado as pessoas constantemente com os meus sorrisos. Mas é inegável a minha motivação.
Não, eu não sei de onde ela vem. E sei menos ainda onde ela pretende chegar.
Mas eu a sinto.
Brotou no íntimo, num canto obtuso. E nem avisou, mas aos poucos fez-se notar.
Tornou-me forte e confiante, me ensinando a jogar a insegurança naquele cesto de lixo.
Enfeitou minhas atitudes com belos acessórios.
E estes sim arrasaram. Ou melhor, caminham pro arraso.
É a motivação que brilha por si só. Ela irradia. Fazendo clarear tudo aquilo que eu precisava enxergar. Aquilo que eu realmente precisava enxergar.
Os carinhos tornam-se mais leves e menos obrigatórios. Os afetos mais sinceros. E os amores mais intensos.
Os amores transbordam os limites antes impostos. Limites!? Tento ignorá-los, ao menos temporariamente. Deixo que transbordem. Preocupo-me apenas em não me deixar afogar neles, e nem quero que alguém engula tanta água a ponto de não conseguir mais nem ao menos me olhar.
São intensos e sinceros.
Chego até a arriscar que tenho aprendido a amar. (se é que isso se aprende)
Aos poucos sinto que essa motivação tem aparecido externamente. Revestida, é claro. Não me apresento assim, mas sinto as pessoas me percebendo de forma diferente de anteriormente.
Elogios me atingem de diferentes lados e formas.
E fazem com que me sinta bem.
E aumentam minha motivação.
Já disse que não sei onde ela vai me levar.
Mas fico feliz em saber que ela não me deixa estagar.
E AAAH, como isso tem me bastado ultimamente! *-*
Não que isso me faça sentir mais leve (mesmo porque a balança não nega ¬¬’), nem que por isso eu esteja saindo de casa radiante e arrasante num belo sapato e numa bela roupa. Também não tenho abrilhantado as pessoas constantemente com os meus sorrisos. Mas é inegável a minha motivação.
Não, eu não sei de onde ela vem. E sei menos ainda onde ela pretende chegar.
Mas eu a sinto.
Brotou no íntimo, num canto obtuso. E nem avisou, mas aos poucos fez-se notar.
Tornou-me forte e confiante, me ensinando a jogar a insegurança naquele cesto de lixo.
Enfeitou minhas atitudes com belos acessórios.
E estes sim arrasaram. Ou melhor, caminham pro arraso.
É a motivação que brilha por si só. Ela irradia. Fazendo clarear tudo aquilo que eu precisava enxergar. Aquilo que eu realmente precisava enxergar.
Os carinhos tornam-se mais leves e menos obrigatórios. Os afetos mais sinceros. E os amores mais intensos.
Os amores transbordam os limites antes impostos. Limites!? Tento ignorá-los, ao menos temporariamente. Deixo que transbordem. Preocupo-me apenas em não me deixar afogar neles, e nem quero que alguém engula tanta água a ponto de não conseguir mais nem ao menos me olhar.
São intensos e sinceros.
Chego até a arriscar que tenho aprendido a amar. (se é que isso se aprende)
Aos poucos sinto que essa motivação tem aparecido externamente. Revestida, é claro. Não me apresento assim, mas sinto as pessoas me percebendo de forma diferente de anteriormente.
Elogios me atingem de diferentes lados e formas.
E fazem com que me sinta bem.
E aumentam minha motivação.
Já disse que não sei onde ela vai me levar.
Mas fico feliz em saber que ela não me deixa estagar.
E AAAH, como isso tem me bastado ultimamente! *-*
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
[11/08]
Agora tenho vontade de começar uma história, aquela sobre fadas e duendes.
Agora tenho vontade de criar personagens, injetar-lhes personalidade e lhes dar vida.
Agora tenho vontade.
E só.
Fugiu de mim toda aquela criatividade e não me lembro onde guardei minha imaginação.
Acho que se foram junto da inocência.
Junto daquela criança inocente.
E por quê?
Pra quê deixar magia pra trás?!
Pra quê abrir os olhos e enxergar todas as contradições do mundo?!
A mim, bastava aquele mundo colorido, com piscinas de plástico, chão de terra e varal para roupas de bonecas por entre as árvores. Uma minha, e outra do meu irmão.
Ah! o meu irmão!
Hoje meu amigo, e me causa um aperto ver sua cama vazia.
A mim, bastava aquele mundo colorido.
Agora, sinto falta de criar e viajar.
Sim, delicio-me com os prazeres desse mundo, e pinto de cores até onde meus braços alcançam.
Mas não gosto quando meus olhos se assustam.
Hoje tenho apenas fantasias.
Pensar tem me consumido.
Pensar no hoje, e temer o amanhã.
Temer paralelo e simultâneo à desejar, e ambos fortemente.
Pensar.
Jã não sei se enlouqueço por pensar, ou se enlouqueço se não pensar.
Na verdade, de qualquer forma enlouqueço.
Agora tenho saudades de uma história, daquela sobre fadas e duendes...
Agora tenho vontade de criar personagens, injetar-lhes personalidade e lhes dar vida.
Agora tenho vontade.
E só.
Fugiu de mim toda aquela criatividade e não me lembro onde guardei minha imaginação.
Acho que se foram junto da inocência.
Junto daquela criança inocente.
E por quê?
Pra quê deixar magia pra trás?!
Pra quê abrir os olhos e enxergar todas as contradições do mundo?!
A mim, bastava aquele mundo colorido, com piscinas de plástico, chão de terra e varal para roupas de bonecas por entre as árvores. Uma minha, e outra do meu irmão.
Ah! o meu irmão!
Hoje meu amigo, e me causa um aperto ver sua cama vazia.
A mim, bastava aquele mundo colorido.
Agora, sinto falta de criar e viajar.
Sim, delicio-me com os prazeres desse mundo, e pinto de cores até onde meus braços alcançam.
Mas não gosto quando meus olhos se assustam.
Hoje tenho apenas fantasias.
Pensar tem me consumido.
Pensar no hoje, e temer o amanhã.
Temer paralelo e simultâneo à desejar, e ambos fortemente.
Pensar.
Jã não sei se enlouqueço por pensar, ou se enlouqueço se não pensar.
Na verdade, de qualquer forma enlouqueço.
Agora tenho saudades de uma história, daquela sobre fadas e duendes...
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