quinta-feira, 30 de junho de 2011


Olho ao redor e às vezes não reconheço.
Surgiu uma nova interface no meu velho mundo.
Assusto-me.
Mas simultaneamente, me delicio.
A interface é contemporânea. Aquela contemporaneidade cheia de velhos costumes.
Então eu me arrisco.
Tenho medo. E por vezes me desespero.
Mas eu me arrisco.
Quero sentir as novas cores, experimentar os novos gostos: almejo aumentar o meu arco-íris.

domingo, 15 de maio de 2011

Depois de mais de um mês resolvi abrir esse caderno aqui e escrever.
Deixei o computador de lado e vim pro quarto (claro que isso será digitado e depois será um post do blog, mas no caderno soa mais verdadeiro...)
Sentimentos de revolta me moveram a escrever, mas como sempre meu texto nunca toma o rumo inicial.
Um texto com esse rumo soaria imaturo demais, e eu quero exatamente o oposto disso.
Sou movida a várias ‘subjetividades’. “Eu tenho os meus desejos e planos”, não tão secretos assim. E é por eles que me movimento.
Hoje eles são mais possíveis, e mais fáceis de serem concretizados.
Eu analiso.
Observo.
Imagino.
Anseio...
E vivo com eles em mente, a fim de caminhar ao seu encontro.
Acontece que as pessoas me vêem como sonhadora. Uma boba sonhadora.
Não percebem que já não é assim, parecem não querer enxergar a realidade como ela realmente é no presente. Tentam esconder e disfarçar algumas partes.
Não os julgo. Sei que tem tanto medo quanto eu.
Acontece também que o medo do futuro já não me para, e eu continuo desejando.
Não descarto a possibilidade de frustração, trabalhar e não alcançar o objetivo. Mas ao longo do caminho vou trabalhando a tolerância à essas situações.
Meus desejos são possíveis, e querendo ou não, estão bem próximos. Basta querer enxergar.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Queria ser poeta
Ser belo por ser triste
E não precisar justificar essa tristeza.
Viver a pensar a existência.
E ser belo por isso
Eu queria ser poeta...

domingo, 17 de abril de 2011

Talvez eu seja romântica demais, mas eu gosto de gritar o meu amor pro mundo.
Mesmo que o meu grito sejam as palavras e o mundo os meus textos, o meu blog.
Quando sinto-me feliz tenho necessidade de dizer, mesmo que pra ninguém.
Então eu digo pra ele. Eu olho naqueles olhos, sinto seu cheiro, acaricio e tento dizer palavras que expressem todo o sentimento.
Ainda não aprendi a guardar.
Não cabe em mim.
Felicidade nem tristeza. Amor nem raiva.
Intensa como sou, sentimento algum permanece aqui sem extravasar.
Caracterizar como positivo ou negativo só é possível perante as situações encontradas.
E hoje é positivo.
Hoje faz bem.
Contar que já não cabe em mim o amor.
Olhar esse texto e não me satisfazer, alegar sentir falta de mais poesia.
Pensar no rosto dele e sorrir.
Fico a tentar visualizar o futuro, mas na verdade não consigo. Não o quero saber.
Quero viver os momentos como únicos, e a partir deles definir o nosso futuro.
E mesmo que eu seja taxada de “romântica extremista”, hoje eu só quero dizer que Eu Te Amo, Fê! E que hoje minha felicidade transborda junto do meu amor por você..

sábado, 9 de abril de 2011

VIII

Passamos um tempo sem conversar, ao menos sem aquelas conversas profundas e longas. Julia parecia não ter tempo para elas, ou evitá-las, não sei ao certo. Mas eu aguardei. E hoje ela resolveu sentar-se comigo.
E falou-me.
Julia agora vê sua vida diferente. Ela a sente diferente.
Suas responsabilidades mudaram e aumentaram. Para muitos isso é pouco, mas para ela é fato marcante.
Ela tem estudado sobre identidade, e sua constituição. Tem tido acesso a mentes até então desconhecidas. E isso tem feito com que a sua mente amplie. Ela me contou que tem sentido que isso a tem aproximado de sua identidade. Parece que ela está se encontrando. Ou se perdendo, não sabe ao certo.
Depara-se de frente com algo novo mas ao mesmo tempo já tão íntimo dela.
Às vezes quando olha em volta tem a sensação de que não cabe ali, mas por outras percebe que não poderia estar em outro lugar. E em qualquer desses momentos ela tem vontade da vida, do mundo. Quer viajar, continuar conhecendo mentes que vão além do que ela conhece.
Ela está encantada com o amor, mas está tão receosa deste! Sonha com o futuro mas o mesmo tempo o teme. Tem desejos de mudá-lo, e o medo de não saber/conseguir fazê-lo.
Agora ela se sente diferente.
Não que isso seja novidade para Julia. Constantemente ela percebe alterações em si mesma, acontece apenas que umas são mais marcantes do que as outras.
Ultimamente ela tem se sentido mulher. E na maior parte do tempo ela acredita que isso é bom.
Acontece que em outras ela ainda não sabe ao certo...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não me arrependi de seguir meus desejos. E hoje sinto-me mais forte.
Responsabilidades me dão o gostinho de me sentir madura.
E o compromisso me torna (um pouco mais) segura.
Tenho caminhado com meus próprios pés.
Minhas pernas doem, e a cabeça também. Mas a gratificação faz com que sumam.
E aos poucos vem batendo à porta o gostinho de liberdade.
No momento não tenho medo. Vou pegar nas mãos do meu garoto e sair para saber e sentir o mundo. Vamos juntos descobrir as cores de algum canto desse mundo imenso.
Eu continuo seguindo meus desejos. E crenças. Não ligo de me arriscar.
Hoje tenho vontade de viver o mundo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

"...tá tudo padronizado, no nosso coração!..."

"...nosso jeito de amar, não é nosso, não." Karina Buhr sempre acerta nas palavras.
Hoje em dia há padrão até no amor.
Se sentimos, somos obrigados a agir de determinada forma, pois se não agirmos assim logo seremos julgados.
Nos são impostas regras de como falar, o que vestir e por onde andar.
Opiniões/julgamentos de todos os lados.
Mas eu cansei.
Tenho minhas convicções. Minhas crenças e afins. E são só minhas. Ninguém nunca as alcançará a ponto de comprendê-las.
Vem de mim.
O ser humano apenas gosta de dizer-se racional. Entretanto, toda a sua subjetividade lhe tira qualquer razão.
E comigo não há de ser diferente.
Quero guiar-me pelo o que EU acredito.
Meus motivos são só meus. E de mais ninguém.
Minhas fantasias e meus desejos também são só meus. E se por vezes parecerem incompreensíveis ou irreais, não mais perderei meu tempo buscando palavras para traduzí-los ou explicá-los.
Eles são meus.
E aqueles que realmente compreendem, enxergam as respostas nos meus olhos, sem precisar de palavras.
Eu cansei de padrões e imposições.
Deixarei minha vida ser guiada por tudo aquilo em que eu acredito. Cansei de preocupar-me com padrões que diferem das minhas ideias e ideais.
As consequências?! Estas também são minhas, e cabe só a mim saber lidar com elas.