Talvez eu seja romântica demais, mas eu gosto de gritar o meu amor pro mundo.
Mesmo que o meu grito sejam as palavras e o mundo os meus textos, o meu blog.
Quando sinto-me feliz tenho necessidade de dizer, mesmo que pra ninguém.
Então eu digo pra ele. Eu olho naqueles olhos, sinto seu cheiro, acaricio e tento dizer palavras que expressem todo o sentimento.
Ainda não aprendi a guardar.
Não cabe em mim.
Felicidade nem tristeza. Amor nem raiva.
Intensa como sou, sentimento algum permanece aqui sem extravasar.
Caracterizar como positivo ou negativo só é possível perante as situações encontradas.
E hoje é positivo.
Hoje faz bem.
Contar que já não cabe em mim o amor.
Olhar esse texto e não me satisfazer, alegar sentir falta de mais poesia.
Pensar no rosto dele e sorrir.
Fico a tentar visualizar o futuro, mas na verdade não consigo. Não o quero saber.
Quero viver os momentos como únicos, e a partir deles definir o nosso futuro.
E mesmo que eu seja taxada de “romântica extremista”, hoje eu só quero dizer que Eu Te Amo, Fê! E que hoje minha felicidade transborda junto do meu amor por você.. ♥
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
VIII
Passamos um tempo sem conversar, ao menos sem aquelas conversas profundas e longas. Julia parecia não ter tempo para elas, ou evitá-las, não sei ao certo. Mas eu aguardei. E hoje ela resolveu sentar-se comigo.
E falou-me.
Julia agora vê sua vida diferente. Ela a sente diferente.
Suas responsabilidades mudaram e aumentaram. Para muitos isso é pouco, mas para ela é fato marcante.
Ela tem estudado sobre identidade, e sua constituição. Tem tido acesso a mentes até então desconhecidas. E isso tem feito com que a sua mente amplie. Ela me contou que tem sentido que isso a tem aproximado de sua identidade. Parece que ela está se encontrando. Ou se perdendo, não sabe ao certo.
Depara-se de frente com algo novo mas ao mesmo tempo já tão íntimo dela.
Às vezes quando olha em volta tem a sensação de que não cabe ali, mas por outras percebe que não poderia estar em outro lugar. E em qualquer desses momentos ela tem vontade da vida, do mundo. Quer viajar, continuar conhecendo mentes que vão além do que ela conhece.
Ela está encantada com o amor, mas está tão receosa deste! Sonha com o futuro mas o mesmo tempo o teme. Tem desejos de mudá-lo, e o medo de não saber/conseguir fazê-lo.
Agora ela se sente diferente.
Não que isso seja novidade para Julia. Constantemente ela percebe alterações em si mesma, acontece apenas que umas são mais marcantes do que as outras.
Ultimamente ela tem se sentido mulher. E na maior parte do tempo ela acredita que isso é bom.
Acontece que em outras ela ainda não sabe ao certo...
E falou-me.
Julia agora vê sua vida diferente. Ela a sente diferente.
Suas responsabilidades mudaram e aumentaram. Para muitos isso é pouco, mas para ela é fato marcante.
Ela tem estudado sobre identidade, e sua constituição. Tem tido acesso a mentes até então desconhecidas. E isso tem feito com que a sua mente amplie. Ela me contou que tem sentido que isso a tem aproximado de sua identidade. Parece que ela está se encontrando. Ou se perdendo, não sabe ao certo.
Depara-se de frente com algo novo mas ao mesmo tempo já tão íntimo dela.
Às vezes quando olha em volta tem a sensação de que não cabe ali, mas por outras percebe que não poderia estar em outro lugar. E em qualquer desses momentos ela tem vontade da vida, do mundo. Quer viajar, continuar conhecendo mentes que vão além do que ela conhece.
Ela está encantada com o amor, mas está tão receosa deste! Sonha com o futuro mas o mesmo tempo o teme. Tem desejos de mudá-lo, e o medo de não saber/conseguir fazê-lo.
Agora ela se sente diferente.
Não que isso seja novidade para Julia. Constantemente ela percebe alterações em si mesma, acontece apenas que umas são mais marcantes do que as outras.
Ultimamente ela tem se sentido mulher. E na maior parte do tempo ela acredita que isso é bom.
Acontece que em outras ela ainda não sabe ao certo...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Não me arrependi de seguir meus desejos. E hoje sinto-me mais forte.
Responsabilidades me dão o gostinho de me sentir madura.
E o compromisso me torna (um pouco mais) segura.
Tenho caminhado com meus próprios pés.
Minhas pernas doem, e a cabeça também. Mas a gratificação faz com que sumam.
E aos poucos vem batendo à porta o gostinho de liberdade.
No momento não tenho medo. Vou pegar nas mãos do meu garoto e sair para saber e sentir o mundo. Vamos juntos descobrir as cores de algum canto desse mundo imenso.
Eu continuo seguindo meus desejos. E crenças. Não ligo de me arriscar.
Hoje tenho vontade de viver o mundo.
Responsabilidades me dão o gostinho de me sentir madura.
E o compromisso me torna (um pouco mais) segura.
Tenho caminhado com meus próprios pés.
Minhas pernas doem, e a cabeça também. Mas a gratificação faz com que sumam.
E aos poucos vem batendo à porta o gostinho de liberdade.
No momento não tenho medo. Vou pegar nas mãos do meu garoto e sair para saber e sentir o mundo. Vamos juntos descobrir as cores de algum canto desse mundo imenso.
Eu continuo seguindo meus desejos. E crenças. Não ligo de me arriscar.
Hoje tenho vontade de viver o mundo.
quarta-feira, 16 de março de 2011
"...tá tudo padronizado, no nosso coração!..."
"...nosso jeito de amar, não é nosso, não." Karina Buhr sempre acerta nas palavras.
Hoje em dia há padrão até no amor.
Se sentimos, somos obrigados a agir de determinada forma, pois se não agirmos assim logo seremos julgados.
Nos são impostas regras de como falar, o que vestir e por onde andar.
Opiniões/julgamentos de todos os lados.
Mas eu cansei.
Tenho minhas convicções. Minhas crenças e afins. E são só minhas. Ninguém nunca as alcançará a ponto de comprendê-las.
Vem de mim.
O ser humano apenas gosta de dizer-se racional. Entretanto, toda a sua subjetividade lhe tira qualquer razão.
E comigo não há de ser diferente.
Quero guiar-me pelo o que EU acredito.
Meus motivos são só meus. E de mais ninguém.
Minhas fantasias e meus desejos também são só meus. E se por vezes parecerem incompreensíveis ou irreais, não mais perderei meu tempo buscando palavras para traduzí-los ou explicá-los.
Eles são meus.
E aqueles que realmente compreendem, enxergam as respostas nos meus olhos, sem precisar de palavras.
Eu cansei de padrões e imposições.
Deixarei minha vida ser guiada por tudo aquilo em que eu acredito. Cansei de preocupar-me com padrões que diferem das minhas ideias e ideais.
As consequências?! Estas também são minhas, e cabe só a mim saber lidar com elas.
Hoje em dia há padrão até no amor.
Se sentimos, somos obrigados a agir de determinada forma, pois se não agirmos assim logo seremos julgados.
Nos são impostas regras de como falar, o que vestir e por onde andar.
Opiniões/julgamentos de todos os lados.
Mas eu cansei.
Tenho minhas convicções. Minhas crenças e afins. E são só minhas. Ninguém nunca as alcançará a ponto de comprendê-las.
Vem de mim.
O ser humano apenas gosta de dizer-se racional. Entretanto, toda a sua subjetividade lhe tira qualquer razão.
E comigo não há de ser diferente.
Quero guiar-me pelo o que EU acredito.
Meus motivos são só meus. E de mais ninguém.
Minhas fantasias e meus desejos também são só meus. E se por vezes parecerem incompreensíveis ou irreais, não mais perderei meu tempo buscando palavras para traduzí-los ou explicá-los.
Eles são meus.
E aqueles que realmente compreendem, enxergam as respostas nos meus olhos, sem precisar de palavras.
Eu cansei de padrões e imposições.
Deixarei minha vida ser guiada por tudo aquilo em que eu acredito. Cansei de preocupar-me com padrões que diferem das minhas ideias e ideais.
As consequências?! Estas também são minhas, e cabe só a mim saber lidar com elas.
sábado, 5 de março de 2011
Hoje o dia brihou, mesmo que nublado
Hoje acariciei teu rosto. Senti teus olhos e teus lábios.
Hoje cheirei seu cangote. E deslizei minhas mãos pelo teu corpo.
Hoje foram sorrisos.
Sorrisos em ambos os lábios e brilho em todos os olhos.
Hoje o dia foi fácil. E simples.
Hoje caminhamos de mãos dadas. *---*
Senti como se não houvesse tempo.
Ficamos alguns dias longe!? Parece que nem aconteceu.
Hoje a sintonia foi tanta, que pareceu que nada aconteceu.
Hoje a intimidade foi tanta, que fez esquecer as lágrimas daquele outro dia.
Hoje fomos só nós.
Dois diferentes. E ao mesmo tempo um só igual.
Não teve passado nem futuro, hoje foi só presente.
E agora, na hora de dormir, não consigo pensar em outra coisa.
Só sei que hoje o dia brilhou, mesmo que nublado. ♥
Hoje acariciei teu rosto. Senti teus olhos e teus lábios.
Hoje cheirei seu cangote. E deslizei minhas mãos pelo teu corpo.
Hoje foram sorrisos.
Sorrisos em ambos os lábios e brilho em todos os olhos.
Hoje o dia foi fácil. E simples.
Hoje caminhamos de mãos dadas. *---*
Senti como se não houvesse tempo.
Ficamos alguns dias longe!? Parece que nem aconteceu.
Hoje a sintonia foi tanta, que pareceu que nada aconteceu.
Hoje a intimidade foi tanta, que fez esquecer as lágrimas daquele outro dia.
Hoje fomos só nós.
Dois diferentes. E ao mesmo tempo um só igual.
Não teve passado nem futuro, hoje foi só presente.
E agora, na hora de dormir, não consigo pensar em outra coisa.
Só sei que hoje o dia brilhou, mesmo que nublado. ♥
quarta-feira, 2 de março de 2011
Da minha cama, o tempo parece lento.
O tic-tac do relógio na parede não pára. Mas há tempos ele não marca a hora certa.
O celular é que guia: ele que indica os minutos passando.
Os minutos estão passando!?
Já faz alguns dias que não os vejo passar, parecem estáticos.
O tic-tac não pára, mas o tempo parece continuar se arrastando, pesado.
Acontece que por vezes o descontrole não resiste, e acaba por tomar conta desse tempo.
Gritos e portas batendo.
Lágrimas.
E logo depois a exaustão, deitada em posição fetal na cama.
Ao olhar o relógio, passaram-se três minutos.
No silêncio do quarto o tempo volta a se arrastar.
Fecho os olhos e finjo sonhar. Enquanto a única coisa que ouço é o tic-tac do pesar do tempo...
O tic-tac do relógio na parede não pára. Mas há tempos ele não marca a hora certa.
O celular é que guia: ele que indica os minutos passando.
Os minutos estão passando!?
Já faz alguns dias que não os vejo passar, parecem estáticos.
O tic-tac não pára, mas o tempo parece continuar se arrastando, pesado.
Acontece que por vezes o descontrole não resiste, e acaba por tomar conta desse tempo.
Gritos e portas batendo.
Lágrimas.
E logo depois a exaustão, deitada em posição fetal na cama.
Ao olhar o relógio, passaram-se três minutos.
No silêncio do quarto o tempo volta a se arrastar.
Fecho os olhos e finjo sonhar. Enquanto a única coisa que ouço é o tic-tac do pesar do tempo...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
VII
E o vento fresco que agora batia em teu rosto parecendo tentar acalmá-la, a fez lembrar daquele dia com ventos fortes.
Nesse dia o vento não era fresco. Era frio e cortante. E ao invés de acalmá-la, brigava com ela. O vento frio vinha contrário ao corpo quente devido à força que fazia, pois ela o sentia desprovido de calor.
Olhava para o lado e via os carros passando rápido, correndo. Parecia que todos estavam com pressa. Olhou para o céu e o viu cinza, escuro. E esse tom misturou-se ao vento contra o qual brigava, e ela então resolveu apertar os passos e não diminuí-los. Andar com pressa, assim como iam os carros.
Achava que era a única forma.
Tinha medo de que não conseguisse.
Tudo ao seu redor eram ruídos e barulhos. E só faziam atordoar os pensamentos nos quais ela estava imersa.
Então o céu não resistiu e choveu. Mesmo assim ela não parou, seus passos eram firmes. Ela sabia do seu destino e não pararia enquanto não chegasse a ele.
E ela chegou.
Então os ruídos silenciaram, o vento parou, a chuva passou e os carros passavam em silêncio pelas ruas.
O seu coração pareceu acalmar. Então envolveu-se naqueles braços acolhedores e adormeceu. E nesse momento o único som que ouvia era o palpitar do coração daquele corpo quente, bem embaixo de onde descansava sua cabeça.
...
Ela lembrou desse dia.
E agora, mesmo com ventos frescos batendo em seu rosto, ela sentia que o tempo ainda era feio e que o vento ainda relutava em deixá-la caminhar até o seu destino.
Nesse dia o vento não era fresco. Era frio e cortante. E ao invés de acalmá-la, brigava com ela. O vento frio vinha contrário ao corpo quente devido à força que fazia, pois ela o sentia desprovido de calor.
Olhava para o lado e via os carros passando rápido, correndo. Parecia que todos estavam com pressa. Olhou para o céu e o viu cinza, escuro. E esse tom misturou-se ao vento contra o qual brigava, e ela então resolveu apertar os passos e não diminuí-los. Andar com pressa, assim como iam os carros.
Achava que era a única forma.
Tinha medo de que não conseguisse.
Tudo ao seu redor eram ruídos e barulhos. E só faziam atordoar os pensamentos nos quais ela estava imersa.
Então o céu não resistiu e choveu. Mesmo assim ela não parou, seus passos eram firmes. Ela sabia do seu destino e não pararia enquanto não chegasse a ele.
E ela chegou.
Então os ruídos silenciaram, o vento parou, a chuva passou e os carros passavam em silêncio pelas ruas.
O seu coração pareceu acalmar. Então envolveu-se naqueles braços acolhedores e adormeceu. E nesse momento o único som que ouvia era o palpitar do coração daquele corpo quente, bem embaixo de onde descansava sua cabeça.
...
Ela lembrou desse dia.
E agora, mesmo com ventos frescos batendo em seu rosto, ela sentia que o tempo ainda era feio e que o vento ainda relutava em deixá-la caminhar até o seu destino.
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