domingo, 15 de março de 2009

Não é necessário um estudo aprofundado em Sociologia, e nem leitura de casos com bases teóricas na Psicologia Social, é fácil perceber a individualidade que nos vem tomando conta.
Um mundo cada vez mais individual, pessoas que pensam e agem baseadas em interesses próprios, beneficiando a si mesmas. Somente a si mesmas. Já não agem pensando no bem das pessoas próximas, não se preocupam com o bem-estar alheio.
O mundo hoje é o próprio umbigo, limitamo-nos a isso.
E é a partir daí que resolvi aderir a essa moda.
Sempre preocupei-me excessivamente com os outros. Nas relações nunca fui a prioridade, nas amizades dava o que podia. Sempre. Mas agora forço-me a mudar.
Individualista.
É assim que tem que ser.
Tentei procurar um equilíbrio, colaboração de ambas as partes, conseqüente harmonia. Mas não achei. As pessoas não têm o mesmo foco que eu, preocupam-se apenas com seu “eu” particular.
Individualista.
É só assim que consigo me manter.
Preocupar-me comigo mesma, meu próprio umbigo e meu próprio bem-estar. Assim os lucros são maiores e mais rápidos.
Atenção dada a quem me dá. Preocupação já não desperdiçada com aqueles que a desprezam.
Dar valor a quem merece.
Valorizar-me acima de tudo.
Atitudes e decisões próprias. Interessados que se adaptem a esse meu novo jeito.
Talvez um pouco egocêntrico demais, porém um mecanismo de escape mais do que necessário.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

E porque essa garota agora busca se divertir?
Busca se divertir sem antes definir o que é a diversão. Eis mais um conceito ainda não bem formado dentre seus muitos pensamentos difusos!
Uma diversão que envolve várias bocas diferentes, ou uma diversão que envolve abraços acolhedores, toques suaves e olhares. [ Ah, os olhares! ]
Uma diversão que a satisfaz, mas que nos próximos dias já não é suficiente.
Uma diversão que a anima e dá uma outra cor àquela vida.
Uma diversão que passa.
E então um beijo doce, carinhos suaves em suas mãos. Olhares fixos e atenciosos por toda sua face enquanto ela fala. E ainda diz que odorou ouvir sua voz, mesmo ela insistindo em dizer que fala demais.
A garota ainda está dividida entre mundos diferentes. Apesar de alguns conflitos a vida parece lhe sorrir de diferentes lados.

Mas ela ainda não sabe se vai ou se fica.


...

~ nostalgia...


[ 17/02 ]


Saudade que aperta uns dias antes do Carnaval.
Um computador velho que volta do conserto e desperta lembranças que minha mente havia bloqueado, pois, de olhos fechados, eu tentava revive-las todos os dias.
Algumas conversas, momentos escritos, fotos. Palavras ditas com uma forte emoção de ambos os lados.
Um amor que se perdeu com o tempo.
Lembranças que nunca se perderão.
Mesmo que apaguem as fotos, mesmo que deletem todos os momentos. Em minha mente é tudo nítido, como se fosse ontem. Não são necessários textos para me lembrar o que sentia, nem fotos para lembrar da feição e das costas daquele garoto.
Um garoto que já não existe.
Mudanças que a vida força, algo inevitável.
Mas já disse aqui mesmo que aprendi a lidar com meus desejos, agora estou aprendendo a lidar com essa nostalgia que, de tempos em tempos me consome quase por inteira.
Sentir saudades é bom, faz bem lembrar e reviver as memórias. Lembrar sem sofrer me faz bem. Mesmo que por vezes meus olhos se encham de lágrimas.
O lance é que ainda é o meu mais belo passado. Sentimentos, momentos, carinhos, olhares. Únicos. Nada até hoje se igualou. E nem foi melhor.


Mas sei que a vida ainda me reserva momentos maravilhosos, os sentimentos bons, fortes e verdadeiros ainda brotarão nessa garota que agora pensa em se divertir, mesmo não conseguindo entender como tudo aconteceu naquele passado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

- idéias se perdem
- sentimentos extravasam
- vontades se frustram
- desejos aparecem
- revolta e indignações tão fortes quanto a água que vem molhar meus olhos
O comportamento humano me fascina. E me desespera.
Os momentos em que nada me satisfaz acontecem de novo.
Nem um cheiro, cor, sabor.
Amadurecimento.
Desenvolvimento.
Faculdade.
Sentimentos.
Ações.
Emoções.
Razões.
Relações.
Atitudes.
Angústias.
Vontades.
Erros.
Acertos.
E a relação mais confusa entre todas essas palavras.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que mais me atrai são os desejos. Talvez ainda mais que a nostalgia.
Da nostalgia sei que não posso nada, apenas senti-la. Dos desejos posso muito.
Criar e recriar desejos me faz bem.
Uns me decepcionam, mas sempre surgem outros que instigam.
Vontades que alegram, animam e me fazem dançar.
E quando começo a dançar não tenho vontade de parar mais. Meu corpo fica leve. Então sorrio e vejo a vida de um outro ângulo.
Já não sofro quando um entre tantos desejos não dá certo. Sinto, não dá pra negar. Mas já não sofro.
Algo que faço muito bem é criar desejos, dos mais ardentes até os mais inocentes.
Sigo atrás deles.
Aos poucos a gente entende a vida, e aprende com ela como ser feliz.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Not as we

[ 28/01 ]

Eu queria poder dizer que sei viver sozinha. Que posso ir e vir sem ninguém, e voltar feliz.
Que posso dormir sem abraços quentes, e acordar sem carinhos suaves.
Que não preciso me sentir perdida. Sozinha.
Mas não é assim.
Preciso. Mesmo sendo um sujeito indefinido.
Pois é, confundo-me até nisso! O que aparece me confunde, e o que não aparece confunde também.
Ao ter sinto-me estranha, ao perder sinto-me ainda mais estranha.
A um, quero sem querer, desejo que inflamam.
A outro, quero com imenso querer, e esse desejo não inflama. Longe demais para pegar fogo.
Indecisão entre três mundos, mesmo sem participar de nenhum.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

...

Final de ano me dá vontade de escrever, meio que uma necessidade.
Trocar o 8 pelo 9 não me é tão simples, as mudanças acontecem, mesmo que de leve.
Já pensei que minha obsessão fosse por essas tais mudanças que sempre me acontecem, mas hoje acho que não. Mais provavelmente minha obsessão seja a nostalgia daquilo que passa e o medo daquilo que chega.
E isso é algo que resolvi mudar. É a minha promessa para o novo ano que chega. O consultor de nãoseioque falou na televisão que as promessas feitas nessa época devem ser poucas, acessíveis, e que todas devem ser escritas, evitando a falha de alguma delas.
Bom, a princípio minhas promessas são poucas, por enquanto só uma (é que aquela tal promessa de emagrecer eu já desisti ¬¬’); é acessível, a questão sou eu, e eu posso me mudar se isso me fizer bem; e já está escrito e será lida por alguns, mesmo que poucos.
Já posso começar meu ano.
Bom, teoricamente, né? Como acontece com muitas pessoas, gosto de fazer uma reflexão quando o fim do ano chega: penso no que passou, no que vai se repetir e nos momentos que nunca mais viverei. Imagino o futuro que vem chegando, tenho idéias, desejos e planos para ele.
Um post comprido, que talvez diminua os poucos que aqui lêem. Mas não faz mal, será escrito e publicado assim mesmo.

2008 foi um ano diferente para mim.
O colégio acabou em 2007, e junto dele os momentos escritos nas salas de aula e as risadas e fofocas durante as aulas de química. E aquela história também acabou.
Ai 2008 começou.
Algumas amizades acabaram, outras se fortaleceram. Amores foram esquecidos, crianças cresceram...
Então a faculdade chegou.
Aqueles rostos conhecidos há anos não eram vistos lá, a euforia durante o intervalo já não acontecia.
E as responsabilidades aumentaram.
Amizades novas surgiram, pessoas que sei que levarei para sempre.
Conhecimentos novos somaram-se ao pouco que tinha, e a Psicologia passou a me fascinar mais a cada dia.
Aprendizados de diferentes formas aconteceram, amadurecendo-me pouco a pouco.
Comecei a publicar meus textos no blog e fui reforçada logo de cara. Como já era de esperar, esse comportamento aumentou de freqüência.
Fui recebida em um mundo diferente, agitado, cheio de festas, uma liberdade grande (que por vezes até chega a extravasar). Um mundo que também frustra. Frustra quando me deparo com ‘aqueles do poder’ e quando minhas atitudes e palavras parecem insuficientes para alcançá-los. Porém, não me deixei estagnar por eles, tentei subir o mais alto que posso fazendo com que minha voz vos chegue. Mesmo que os meu mais alto ainda seja o mais baixo para os já mais experientes.
Esse mundo me recebeu, aos poucos comecei a aprender a usufruí-lo e a gostar disso, porém, por vezes ainda sentia ser necessário afastar-me e manter o que sou.
Antes achava fácil o convívio social, e gostava demais dele. Hoje, há momentos em que o que preciso é a minha casa. Enxergar a sociedade por um ângulo diferente me fez não suportá-la em alguns momentos.
Com os sentimentos tento me equilibrar. Tento controlar os involuntários e deixar que aconteçam mais vezes aqueles meio acanhados.
Deixar que aconteça.
Essa é a minha maior reflexão.
Saudades eu tenho, e sei que sempre terei. Vivi tantos momentos mágicos em minha vida que sei que as lembranças ficarão para sempre, e carregarão com elas aquela nostalgia gostosa de sentir. Porém, por hora não desejo manter-me descrevendo essas lembranças.
Desejo manter as amizades e fortalecê-las cada vez mais, pois esse ano mais do que nunca descobri o valor destas.
Desejo me manter próxima à minha família. Depois de um tempo meio “distante”, passei esse ano bem próxima deles, e isso me fez um bem enorme!
Desejo sentir o amor. Não sei se de novo, ou se pela primeira vez, mas quero senti-lo e poder vivê-lo.
E a promessa de fim de ano: arriscar-me.
Andar contra o vento, expondo minha face, e arriscando sentir aquela dor de cabeça e os lábios rachados alguns minutos depois.
Molhar-me na chuva, aos perigos dos flashes barulhentos que vêm do céu, arriscando-me a ter uma pneumonia.
Bronzear-me ao sol daquele dia brilhante, arriscando-me, quando a noite chegar, a sentir o ardor de minha pele já vermelha.
Expor-me às pessoas, correndo o risco de conhecê-las. Correndo o risco de enganar-me, de machucar-me, e de gostar dessas pessoas assim mesmo.
Sair por lugares desconhecidos, expondo-me ao novo e ao diferente, arriscando-me a gostar de tudo aquilo que não conheço.
Olhar o mar, que me causa aquele sentimento de nostalgia. E que me dá o impulso que preciso para continuar arriscando-me.
Sentir além do que meus sentidos me proporcionam.
Correr todos os riscos. Os de não ser feliz, e também os de ser.




Feliz Ano Novo!