sexta-feira, 13 de agosto de 2010

[11/08]

Agora tenho vontade de começar uma história, aquela sobre fadas e duendes.
Agora tenho vontade de criar personagens, injetar-lhes personalidade e lhes dar vida.
Agora tenho vontade.
E só.
Fugiu de mim toda aquela criatividade e não me lembro onde guardei minha imaginação.
Acho que se foram junto da inocência.
Junto daquela criança inocente.
E por quê?
Pra quê deixar magia pra trás?!
Pra quê abrir os olhos e enxergar todas as contradições do mundo?!
A mim, bastava aquele mundo colorido, com piscinas de plástico, chão de terra e varal para roupas de bonecas por entre as árvores. Uma minha, e outra do meu irmão.
Ah! o meu irmão!
Hoje meu amigo, e me causa um aperto ver sua cama vazia.
A mim, bastava aquele mundo colorido.

Agora, sinto falta de criar e viajar.
Sim, delicio-me com os prazeres desse mundo, e pinto de cores até onde meus braços alcançam.
Mas não gosto quando meus olhos se assustam.
Hoje tenho apenas fantasias.
Pensar tem me consumido.
Pensar no hoje, e temer o amanhã.
Temer paralelo e simultâneo à desejar, e ambos fortemente.
Pensar.
Jã não sei se enlouqueço por pensar, ou se enlouqueço se não pensar.
Na verdade, de qualquer forma enlouqueço.

Agora tenho saudades de uma história, daquela sobre fadas e duendes...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Porque hoje meu dia brilhou e encheu-se de verde.
Porque hoje esqueci de todos aqueles 'ais' e de todas as 'caras feias'.
Porque hoje fui tua.
Leve e simples.
Mágico e intenso.

Só pra registrar que hoje fui feliz.

domingo, 25 de julho de 2010

Exausta.
No momento posso resumir-me a isso.
É claro que antes retirei o irritada, chateada, revoltada, magoada, inconformada, e vários outros adjetivos. Foram todos eles que me levaram à exaustão, repetí-los apenas agravaria a situação.
Sei que tudo isso vem de mim. Brota daqui, e não de lá. Mas pra terceiros, ainda gosto de dizer que não é meu.
Não é meu. Todos esses sentimentos contraditórios não são meus. Se fossem, eu exerceria controle sobre eles. E tudo isso já não existiria.
Não é meu. Querer-te longe e assim dizer, não é meu. Não é de mim dizer o contrário do que sinto/penso/faço.
Ah! justo eu!
É de mim apenas alternar alteradamente entre extremos. Uma multipolariadade desgraçada!
É de mim apenas dizer, estagnar-me por 15 minutos, dizer besteiras, chorar. E aí então arrepender-me e tentar concertar o que foi feito nos momentos de quase-surtos.
É. Sempre passa.
O foda é que sempre volta...

Brotam lágrimas nos meus e nos seus olhos. Minhas mãos tremem e me descontrolo: continuo alternando alteradamente.
No meio da confusão, penso no desapego. Ele é impossível, e isso simplesmente porque eu quero.
Simplesmente porque na hora do choro recolho-me como criança e sinto o cheiro naquela almofada florida.

Continuo exausta.
As palavras surgem desesperadamente em minha mente, mas de tão desesperadas, atropelam-se e confundem-se.
Confundem-me.
Dou voltas, mas continuo no mesmo lugar.

Não quero acreditar que não tem remédio, mas como ja disse à ele, realmente não sei mais o que fazer.
É que pra mim isso não é tão simples...

sábado, 24 de julho de 2010

Ela conheceu as Cores.
Deslizou no arco-íris e encontrou até mesmo o pote de ouro.
Mas este não brilhava tanto quanto aqueles 7 tons.

Ela subiu nas Nuvens.
Pulou de uma em uma e fez formas com elas.
Parou apenas para descansar enquanto olhava o Sol.

Ela tocou estrelas.
Passeou entre elas montada num cometa.
O mesmo que a levou pertinho da Lua e a deixou tocar o Mar.

Tudo isso aconteceu.
E foi quando as mãos dele tocaram as dela,
e os lábios dele brilharam sorrisos.

sábado, 10 de julho de 2010

Porque minhas crises passam. E a poesia sempre prevalece.
[ 10/07 ]

E então sou tomada pelo medo de que a vida seja pura ilusão. Desespero-me. Pois os fatos estão perto de confirmar que não há nada na vida além de aspectos ilusórios.
As lágrimas me enxarcam os olhos, e algumas chegam a deslizar pelo meu rosto.
E eu só penso em ti.
Não quero passar.
Não quero ser uma lembrança que você tenta evitar.
Agora sinto medo. E já não sei explicar de onde esse sentimento vem.
Preciso do seu colo. Mas tenho vontade de não precisar dele.
Repudio-te e te invento defeitos. Não quero acreditar que é tão bom assim.
Porque quando você me deixar, preciso de defeitos pra dizer a mim mesma, tentando me convencer de que foi melhor assim.

Meu texto é catastrófico, sei disso.
Mas o medo me tomou por inteira, me fazendo sentir receio até mesmo de fechar os olhos e dormir...


Fujo das palavras. Escondida debaixo das cobertas, espero de olho aberto ele ligar. Pois sei que tua voz me acalma e faz esconder o medo.

domingo, 4 de julho de 2010

Incrível como palavras me atraem.
Como sinto a necessidade delas. Como as sinto brotando em minha mente, como as vejo formando-se, antes mesmo de chegarem a ser.
Chegarem a ser.
Há tanta coisa nesse mundo!
Há tanta gente!
Mas nem todos chegam a ser.
Ser o que!?
O que constitui esse movimento tão falado e estudado do vir-a-ser!?
Acredito apenas na essência. Pois sei que esta sempre é, ela sempre foi!
A essência existe desde pequenos, e assim permanece para a vida.
Ela é isenta de ter que tornar-se. Ela basta por si só.
Ah, como é feliz a essência!
Não é cobrada pela tal de maturidade, nem tampouco importa-se com aquela outra, a identidade.
Pois ela basta.
Sem cobrar. Sem reclamar.
E sem acomodar.
Ela se basta em si, mas nunca se torna estável a ponto de definições exatas.
Ela foge de padrões e paradigmas. Na realidade, odeia tudo que tem-que-ser.
A verdade é que me encontro em certa angústia frente ao movimento do vir-a-ser. Frente ao movimento que ocorre em mim, naqueles próximos, e nos aparentemente distantes.
O vir-a-ser tem metas que o mundo lhe coloca, e é daí que me brotam as angústias.
O que poucos sabem e outros tentam esquecer, é que quem modela esse movimento é a tão mágica essência. Aquela que sempre é e sempre foi.
O que poucos sabem e outros tentam esquecer, é que a essência talvez se encontre por trás das palavras.