terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Infinita.
Assim gosto de ser.
As cores mais vivas e tudo mais leve.
É fácil quando no horizonte vê-se o oito deitado.

Infinita.
As palavras com mais poesia.
O sol mais aconchegante e a chuva com mais frescor.
Sol e Lua mais brilhantes.
É fácil quando mãos envolventes tocam as minhas.

Assim gosto de ser: infinita!
E e fácil com voce. *-*

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

É fim de ano e é inevitável os textos sobre.
A principio, por dica de um novo amigo, pensei em fazer aquela típica lista de desejos e planos para o próximo ano, mas minhas expectativas pra esse fimdeano não são boas, então resolvi aderir à famosa ‘retrospectiva’ mesmo. [ mas essa lista ainda sai, viu !? ;D ]
Seria meio obvio se eu dissesse que esse foi um ano de mudanças, pois todo ano MUITA coisa muda. Mas, devido à intensidade das mudanças desse ano, posso dizer que não é tão obvio.
Mudanças em tudo.
Nas pessoas ao redor, nas amizades. Nos pensamentos, sentimentos, atitudes.
É incrível pensar que ano que vem MAIS coisas vão mudar na minha vida. E eu tenho medo que ela se torne irreconhecível.
Ate fim do mês passado eu acreditava positivamente nessas mudanças: meu desejo de infinito, aos poucos, era saciado. Experimentei de diversos sabores, diversas cores. Diversos.
Sentia a vida. E aos poucos me sentia.
Foi mais ou menos como nos outros anos, amigos novos vieram e outros se foram. Paixões novas vieram, outras se foram. Mudou apenas a intensidade. Aqueles que eu jurava eternos, se mostraram passageiros. Mas aqueles poucos se mostraram eternos, e é neles que me firmo.
Firmo-me naqueles que demonstraram intenso esmero em me fazer sorrir e que me ofereceram os braços, as palavras e o silencio oportuno no meu choro.
Firmo-me em minha família. Pois todas as mudanças são mais profundas em nossas vidas, e somos nos que estaremos entrelaçados para sempre.
E então desespero-me. E volto a dizer que tenho medo da vida que me espera em 2010.
Abrir mão de sonhos não é agradável em nenhuma situação. Mudanças forçadas e radicais. Laços que se rompem e que não tem previsão para se reatar com um nó.
Nesse fim de ano o que mais tenho é angustia.
Aquilo que não sai da garganta, que implode e explode a todo momento.
Tenho saudades do cãozinho que cresceu comigo. É, ele soube a hora de ir embora.
E eu espero sinceramente que nesse ano que vai chegar, também saibamos a nossa hora. Nossa hora de viver e esquecer os problemas. Nossa hora de sentir saudades dos que foram mas de não abandonar a vida.
Espero que consigamos saber nossa hora de por a angustia fora de nossas vidas. A hora de viver mais leve.
Espero que possamos dar permissão a nos mesmos para sermos felizes. E também espero que nos permitam isso.




Meu texto não foi tão pessimista quanto me sinto no momento. Sei que é fase, que passa e bla.bla.bla. Mas é real. E machuca!
Mas passa, ne!? E é isso que permite sonhar para o próximo ano, mesmo que com tudo tão diferente do que eu esperava.





Feliz Ano Novo !


Alegrias, sonhos, fantasias, sorrisos, musica e muita poesia na vida de nos todos! *-*



[ mal’zz a falta de acento em algumas partes, problemas técnicos no meu teclado. ’ ]
[ e me desculpem a falta de poesia, eu queria um texto bonito, mas foram soh essas palavras que saíram no momento .. e amanha eu vou pra roça \o ]

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

‘ Quem acende a luz da Lua?

Não sei, mas ontem o Sol amanheceu mais forte pelas frestas da minha porta balcão, e na minha sacada o Céu era mais azul.

Conseqüentemente, à Noite, a Lua brilhou mais forte. Senti todo o seu esforço pra se tornar Cheia sendo expresso no seu brilho que, da porta da sala da minha casa, brilhava meus olhos.
Mas Quem acende a luz da Lua?
Já não ouso nomear. A luz apenas acende.
Ontem o calor me pos fora de casa, e a grama verde me trouxe ao chão. O Céu passou de azul para um quase preto, e eu nem vi os ponteiros do relógio andarem.
Resolvi esquecer-me.
Esquecer que o tempo passa.
Esquecer que existem aquelas coisas que chamamos de problemas, dores, sofrimento, doenças e afins.
Esquecer que o que já foi não é mais.
Esquecer que o que ainda é por vezes machuca.
Lembrei-me apenas do Sol e da Lua. E do Infinito.
Bastou-me para terminar o ano com dias mais leves e mais coloridos.
E Quem acende a luz da Lua?
Já não me importa. Aqui da fresta da minha porta balcão, de Dia ou de Noite, é sempre luz.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Meu infinito limita-se.

E então se expande.
Vive nessa contração constante.
Quer abrir-se para o mundo. Para ele todo.
Mas fecha-se. Tem nela o medo de que sua mão seja pequena e frágil demais para algo tão vasto.
Então ela aproveita a fresta daquilo que se fechou. Aos poucos sua pequena e frágil mão transforma aquela fresta em uma janela. E ela sonha com portas e ventarolas.
Tem medo apenas da contração constante em que vive.

Mas sabe que sua mão já não cresce mais.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009



A minha vida é assim. Magia nas fantasias, sorrisos nas alegrias, entregas no amor, desesperos nos surtos, angustia nas tristezas.

São os sentimentos e as emoções misturando-se a todo tempo. E sendo mais fortes que a razão.
A minha vida é assim. Transformo as realidades em fantasias e, sempre que posso, transformo as fantasias em realidade.
Assim como esse céu cheio de estrelas feitas com caneta bic num papel de pão.
Alegro-me com os pequenos, e desiludo-me com os já crescidos.
Na verdade sou como uma criança a descobrir a realidade. Daquelas que já não acreditam em Papai-Noel, mas que ainda sonham em mudar o mundo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Superficialidades já não me satisfazem.
Já não me basta o toque das peles e as pernas entrelaçadas.
Pois existe o vazio.
Aquele vazio que não tem lugar nem tamanho.
Aquele vazio que é vazio por si só, preenchido de tamanha profundidade.
Aquele vazio que só tem profundidade.
...
Ele me encantou. Impregnou-me com seu “cheiro de homem e não de perfume”. Soube me levar com suas mãos lisas e suaves.
Mas ele me afastou. Cansou-me com seu jeito garoto, irritou-me com tanta simpatia.
E eu continuei assim, alternando entre encantar-me ou irritar-me. Enquanto ele parecia apenas gostar de me puxar pelas mãos quando desejasse.
Acontece que nem mesmo o encanto dele adiantou: continuei com o vazio.
Aquele vazio onde só existe profundidade...

domingo, 30 de agosto de 2009

Engraçado como o ID faz bem, quando liberto.
E eu, não muito simpatizante da Psicanálise, mais uma vez a cito em meus textos. E eu, adepta dos pensamentos e da reflexão, ajo sem pensar. Deixo a reflexão para o dia seguinte.
Então reflito. Mas já não chego ao arrependimento. Por vezes, já me arrependi pelo que não foi, já me arrependi dos momentos em que me deixava controlar pelo superego. Hoje já não me arrependo, pois tenho aprendido a lidar com meu superego. E sim, por vezes, agora mais freqüentemente, ele perde pro ID.
Não sei onde isso vai dar, não sei quais serão as conseqüências desse comportamento. Mas não tenho fortes preocupações com relação a isso.
Tenho o desejo de fazer valer a pena. E hoje, é isso que me movimenta.

“...todo dia de manhã é a nostalgia das besteiras que fizemos ontem...”