sábado, 9 de agosto de 2008

Você é emo? Faça o teste e descubra! ¬¬'

22:59 – 15/07

Ultimamente o que me leva a escrever é a revolta. A revolta com o pensamento e as atitudes das pessoas.
Há uns dias, na casa de uma amiga, folheava a revista Atrevida, e me deparei com um daqueles muitos testes que estão em todas as revistas teens. E o teste “Você é emo? Faça o teste e descubra se você tem o estilo emo de ser!”[http://atrevida.uol.com.br/Edicoes/167/voce-e-emo-descubra-se-o-seu-jeito-de-94454-1.asp], foi o motivo dessa minha revolta.
Meu Deus!, o que era aquilo!? Questões do tipo “Qual a sua marca de tênis preferida?”. Caralho!, como isso define a personalidade de alguém? Um rótulo que “faz a cabeça” das pessoas!
E junto dessa moda surgiu um novo preconceito. As pessoas rejeitam, e por vezes, quando querem insultar alguém, chamam de emo.
Aquele tênis, o cabelo, um certo tipo de roupa, modo de risada no msn, fotos no orkut, preferências para maquiagem. Questões que estavam no teste.
Eu uso all star. Sempre usei.
Adoro cintos e pulseiras de rebites, blusinhas listradas e franja de lado.
Gosto de fotos com apenas pedaços do rosto. Fotos de cima, de lado, de costas.
Não dispenso um lápis preto nos olhos.
Adoroo dadinhos.
Ouço Fresno e ForFun.
Também ouço DeadFish, Dance Of Days, Cueio Limão, Killi, Paramore, Blind Pigs e Gritando HxCx.
Aprecio um Ramones, Aerosmith, The Vines, The Hives. Nirvana, MudHoney, BadReligion, Dead Kennedys.
Mas eu amoo Lenine, Zeca Baleiro, Tom Zé, Fagner, Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado, André Abujanra (Karnak, Mulheres Negras...), Adriana Calcanhoto.
Adoro blusinhas com rendinhas e detalhes delicados.
Tenho várias ‘rasteirinhas’.
Amo elefantes e as minhas bolsas e chapéus de chocê.
Tenho um certo fascínio por Carnaval, pouca roupa, calor, praia, e adoro um reggae.
Então como eu seria rotulada por esse teste, e também pela maioria das pessoas?

Há alguns anos, saía com minha saia preta, meus rebites, meus dados. Nessa época eu era uma “pessoa normal”.
Mas quando a moda começou, guardei esses meus acessórios. Me irritava (e ainda irrita) pessoas me chamando de HardCore, Emo. Quando tenho vontade, ainda uso meus cintos e minhas pulseiras, mas não tenho a liberdade que tinha antes.

Me revolta os ditos “punks” usando Adidas e fazendo buracos em suas calças da Volcom.
Nessa moda toda, o que conta é a aparência e quanto você pagou por ela. Os ideais foram esquecidos, menos o de consumir (e isso é um ideal?!). Alguém já conheceu, ou pelo menos viu, um “emo” pobre? Se era pobre, o seu tênis Adidas era do Mercadão, a franja a mãe cortou, e a camiseta justinha foi emprestada do irmão mais novo.
Mas do que isso importa? Ele parece emo, pode ser aceito como emo. Pode revelar que gosta de pessoas do mesmo sexo que os emos aceitam, pois eles são diferentes!
[ foi necessário esse sarcasmo ]
Hoje me vejo diferente das pessoas ao meu redor, e enlouqueço quando encontro pensamentos semelhantes aos meus.


Agora me chamam bicho-grilo.
Droga! Justo eu que me achava tão normal!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nesses dias tenho pensado muito na morte. E para isso nem foi preciso a morte de alguém próximo.
Até hoje, ninguém por quem eu tivesse apego e uma forte relação morreu. Mas esse assunto sempre foi muito delicado para mim.
Eu tenho medo da morte.
Mas não medo da minha morte. Tenho medo de que morram pessoas que amo, pessoas próximas, importantes para mim. Tenho medo de não agüentar o sofrimento. Medo de sofrer demais.
E ao analisar por esse lado, me vejo como uma egoísta, ou qualquer outra palavra que defina alguém que só pensa em si mesmo. A questão é que me pego preocupando-me não com a morte das pessoas, não com o fato de suas vidas acabarem, mas sim com o meu sofrimento.
Tenho um medo imenso de não saber sofrer.
Não sei se posso dizer que já sofri. Já chorei, já fiquei triste, já passei semanas (e até meses) pensando, relembrando coisas que não voltam mais, sentindo uma forte angústia, e um sentimento difícil de explicar mas muito parecido com um desespero. Mas não posso dizer com certeza que já sofri.
O sofrimento ao meu redor é muito maior do que qualquer coisa que eu já senti.
Pessoas sofrem em silêncio. Outras estampam no rosto a dor que sentem.
E há outros que não sabem que sofrem. Crianças que passam por situações que muita ‘gente grande’ não agüentaria. Crianças que vêem suas vidas passarem de uma forma difícil e diferente do que deveria ser.
Mas elas não sabem! Elas sentem que tem alguma coisa errada, elas sentem medo, e procuram esconder-se onde encontram aquele tão precioso ‘porto-seguro’. Elas procuram uma forma de fugir daquele sofrimento. Elas fogem, e sem nem saber exatamente o que as preocupa.
E ao analisar por esse lado, percebo que não há egoísmo em mim.
Ao mesmo tempo em que me preocupo com meu sofrimento, preocupo-me com o sofrimento das pessoas ao meu redor.
E me revolto!
Revolto-me pelas atitudes das pessoas que põem em risco essas vidas que não devem conhecer o sofrimento. Revolto-me mais ainda por não poder mudar essa realidade e por me encontrar aqui, escrevendo sobre minha revolta, meu desespero e meu medo de ver essas crianças sofrerem; enquanto a vida continua lá fora.
E são nesses momentos de revolta que volto a pensar na morte. E mesmo esse sentimento sendo totalmente ‘domau’, nesses momentos chego a desejar a morte. Não a minha morte, mas a morte daqueles que abusam desta vida. A morte daqueles que nos deixam agoniados e buscando uma explicação onde ela não existe.
A morte.
A morte que não chega, que não creio que chegue tão logo, e que não me arrisco a desejá-la conscientemente.


“Enquanto todo mundo espera a cura do mal, e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência...”



[ Foi um desabafo. Se ele não acontecesse, eu seria a próxima a enlouquecer. ]

sábado, 5 de julho de 2008

Se um dia nois se gostasse...

É incrível como as coisas acontecem, e o simples fato de sair de férias ou ganhar coisas já muda muita coisa.
Saí de férias há uma semana e parece que já nao sou a mesma. E ah, que droga!, isso acontece com muita frequência.
Hoje me abalei de novo. E dessa vez foi por algo bom.
Ééé..tá tudo mudando. E agora eu adoro isso.
A vida é mais do que eu conhecia, mas não mais do que eu imaginava. Mas repito: agora eu adoro isso.
Tô conhecendo o gostinho das pequenas coisas, e as mais gostosas. E caralho!, isso é bom demais!
É saboroso aquele gosto de algo desconhecido, e a descoberta [ ou nesse caso o despertar ] de outros sentimentos.

Eu tenho muitas coisas pra escrever. Mas net de madrugada é foda, e daqui a pouco a mãe acorda mandando desligar. ¬¬

segunda-feira, 23 de junho de 2008

[ ontem a noite ]

O amor se recolheu.
Juntou todas as lembranças, e enfiou-se em uma caixa.
E junto dessas lembranças, na mesma caixa, guardei os pensamentos com que abri esse meu blog. A crença em um único amor, puro e verdadeiro. Crença já não tão certa assim.
Sim, conheço um amor puro e verdadeiro, mas já não creio ser ele o único.
Ele é forte, por vezes traiçoeiro. Mas é, até então, inabalável.
A questão é que já aprendi como guarda-lo. Minha caixa só se abre quando eu quero.
A fase da obsessão já passou.
A aprendizagem sobre o comportamento humano mudou meus pensamentos (ou parte deles). A idéia de que o amor se encontra no coração, já não aparece em meus textos.
Gostar de alguém é um comportamento reversível. { mas as lembranças são eternas }
Estou disposta, e realmente interessada por um sentimento que me faça bem.
É que já acredito que isso é possível.

Com tudo isso, penso se um dia não mudarei totalmente. Talvez a Psicologia abra meus olhos.
{ e talvez esse seja meu desejo mais íntimo }
Talvez a magia se vá de meus pensamentos e sonhos.
{ ou talvez eu encontre a verdadeira magia }
Ainda me é estranho saber que meus sentimentos e atitudes não são únicos, e muito menos inéditos. Mas me alegra a oportunidade de compreendê-los.
Não, A Psicologia não é para me entender. Quer dizer, talvez em parte seja. Mas o que eu mais quero é poder ajudar outras pessoas a compreenderem o que parece ser incompreensível.

E relendo tudo isso reconheço minha imaturidade. E me frustro perante a escassez do que por vezes julguei ser suficiente.

.~> Agora fecho o caderno, apago as luzes e me deito na cama. Sei que meus sonhos me tornarão garota novamente.
[ Hoje durmo feliz. Pois ele vai pra Lua para me trazer uma aliança roxa *-* ]

I'll keep you locked in my mind…

“VoCê* pegou minha mão
VoCê* me mostrou como
VoCê* me prometeu que ficaria por perto
Aham, Tá certo...
Eu absorvi suas palavras
E eu acreditei em tudo que VoCê* me disse
É, aham, Tá certo...
Se alguém dissesse há dois anos atrás
Que VoCê* iria embora
Eu apagaria todos eles com um soco
Porque eles estariam errados
Eu sei melhor que eles
Porque VoCê* disse ‘para sempre’
‘E sempre’
Quem diria...
Lembra-se quando nós éramos tão bobos
E tão convencidos e tão, tão legais
Oh, não!Não, não!
Eu queria poder te tocar de novo
Eu queria poder ainda te chamar de amigo
Eu daria qualquer coisa
Quando alguém disse seja agradecido
Para aqueles que já não estão por perto
Eu acho que eu não sabia como mesmo
Eu estava totalmente errada
Eles sabiam melhor que eu
Ainda sim você disse ‘para sempre’
‘E sempre’
Quem diria Yeah yeah
Eu te manterei trancado em minha mente
Até nós nos encontrarmos novamente
Até nós...Até nós nos encontrarmos novamente
E eu não te esquecerei, meu amigo
O que aconteceu?
Se alguém dissesse há dois anos atrás
Que VoCê* iria embora
Eu me levantaria e socaria todos eles
Porque eles estariam enganados
Aquele último beijo
Que eu apreciarei
Até nós nos encontrarmos novamente
E o tempo torna tudo mais difícil
Eu queria poder me lembrar
Mas eu mantenho sua memória
Você me visita em meus sonhos
Meu querido,
Quem diria Meu querido, meu querido
Quem diria Meu querido, sinto sua falta
Meu querido, Quem diria
Quem diria...”

[ Who knew – Pink ]


Não é de minha autoria...
mas é como se fosse.

*...o grito mais alto ainda é suspiro...*

“…A life goes by
Romantic dreams must die
So I bid mine goodbye and never knew
So close was waiting, waiting here with you
And now forever I know
All that I want is to hold you
So close

So close to reaching that famous happy end
Almost believing this one's not pretend…”


De ti, guardo apenas os momentos mágicos.
Guardo os momentos em que me revelou o seu ‘eu’ mais sincero, o seu ‘eu’ verdadeiro.
Lembro-me cuidando de ti nos seus momentos mais tristes. Abraçando-lhe tentando reconfortar-te. Assustada por ver lágrima escorrendo no rosto daquele que sempre me protegeu. Meio perdida por descobrir em ti uma sensibilidade até então desconhecida.
Lembro-me cuidando de ti nos momentos de desconforto. E nesses momentos eu me transformava. A minha irritabilidade não existia para contigo. Acariciava-lhe, tentava lhe dizer algumas palavras, te ouvia. Até voCê* encontrar a paz novamente.
[Aah! *-*]
Em minha mente, teu rosto ainda como na primeira noite.
Em meus sonhos, voCê* em seu dia mais belo.
E em minha caixa, bem ao lado da cama, as lembranças daqueles dias. Lembranças do hoje é apenas platônico.
Apenas platônico.

.~> E na verdade, ainda não deixei de crer em teus brados heróicos...


domingo, 22 de junho de 2008

O bom filho à casa retorna.

Tô de volta por aquii.
É que escrever o que ninguém lê perde a graça.
;}

Sobre uma magia inocente...

É que a minha vida segue sempre no mesmo ritmo fantasioso.
As fantasias se multiplicam no ar. Então o vento bate gelado e lhes arranca a magia. Nesse vendaval, desmancham-se também os meus castelos construídos na areia.
Mas o temporal passa, e o vento cessa. Novamente ergo meus castelos de areia, e os moldo como meus sonhos, e os cubro das mais mágicas fantasias.
Acontece que sempre tem um vento forte, um tempo que muda em segundos e arrasta um temporal. E por vezes, aparece alguém que sopra.
Então meus castelos desmancham-se, e não raro, demoram para serem reconstruídos.
Mas nunca o deixam de ser.
Essa é a magia que quero. Essa é a magia que sinto.
Uma frágil magia, mas nunca a ponto de extinguir-se.
E é por ela que meço a irracionalidade da minha inocência. A minha fragilidade. O tamanho dos meus sonhos. E a força de meus pensamentos.
E é também por essa magia que guio meus atos. Minha idéias.
Meus olhos enxergam o lado bom das coisas, o melhor das pessoas, e a beleza nos momentos simples da vida.
Mas o que me incomoda é não saber enxergar o lado oposto, e ter sempre que tropeçar no escuro.