sexta-feira, 13 de abril de 2012

V - depois de tanto tempo...

Ela sente saudades.
Das letras, palavras, poesias.
É fácil perceber que ela se cansou da estagnação: tem tantos planos, ideias e vontades, mas continua no mesmo lugar.
De vez em quando ela percebe algum avanço, algum passo dado. Mas são todos tão pequenos perto de sua sede! de sua vontade de mundo!

E aí ela continua com saudades, com vontades, com sonhos...
mesmo que com pequenos passos.






Enfim, pelo menos depois de tanto tempo ela finalmente voltou a falar sobre si mesma, ne!? Talvez isso ajude com as palavras perdidas...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E paro sempre pra escrever quando angústias e medos diversos me acometem.
Quando sinto minha sede de mundo maior do que minhas possibilidades.
Quando quero mais do que meus braços alcançam. Mais do que minha mente suporta.
E quando sinto insatisfação com esse mundo e me encho de vontade de mudá-lo. Transformá-lo.
E aí eu paro.
De que me adianta tantos anseios se ainda não aprendi a lidar com a angústia e não aprendi a viver com o medo?
Pra quê tanta sede se ainda sinto o espaço estreito?
Pra quê tentar esticar se meus braços são sempre do mesmo tamanho e minha mente borbulha com tantas vontades?
O que eu faço com a insatisfação se a minha voz ainda não é suficiente para chegar aos que tem poder de mudar a realidade?


Aí então eu corro. E vou pulando de pedra em pedra, de pé em pé.
Disfarço o medo e escondo a angústia no guarda-roupa.
Dou a mão à alguém e meus braços se alongam, crescem e expandem a mente e as possibilidades. 
E assim as transformações acontecem, sempre nesse processo de estagnação e consequente metamorfose.
Sempre com aquele sonho de que um dia todo o mundo vai ser diferente....

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O mundo me surpreende, quase que rotineiramente.
Acontece que às vezes ele me assusta. Me amedronta.
Vejo um lindo bebê chegar ao mundo e fazer brotar sorrisos em todos os rostos ao redor.
Aí então eu viro meu rosto pro outro lado e vejo uma bela mulher madura buscando meios pra sair desse mundo: ela sente falta de quando sua simples presença fazia brotar sorrisos.
É difícil sorrir sem sorrisos.
E ela precisa fugir. Encontra meios pra isso...
e se descontrola.
O limite entre ser são e insano.
Um limite que não existe. A insanidade é apenas algo que todos escondemos, reprimimos.
Essa falta de sanidade só não existe nesse bebê que acabou de chegar. Delicado, ele só procura sobreviver e ser rodeado de amor. Seu mundo é leve com tantos sorrisos ao redor.
O mundo me amedronta, e eu tenho medo de assustar esse bebê.

Sabe, às vezes eu queria que o mundo parasse de me surpreender...

domingo, 10 de julho de 2011

IV

"Dependência.
das pessoas e dos sentimentos
Dependente.
do amor e do sofrimento
Desequilíbrio.
da insanidade e da consciência"


...assim Julia se perdia tentando criar poemas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011


Olho ao redor e às vezes não reconheço.
Surgiu uma nova interface no meu velho mundo.
Assusto-me.
Mas simultaneamente, me delicio.
A interface é contemporânea. Aquela contemporaneidade cheia de velhos costumes.
Então eu me arrisco.
Tenho medo. E por vezes me desespero.
Mas eu me arrisco.
Quero sentir as novas cores, experimentar os novos gostos: almejo aumentar o meu arco-íris.

domingo, 15 de maio de 2011

Depois de mais de um mês resolvi abrir esse caderno aqui e escrever.
Deixei o computador de lado e vim pro quarto (claro que isso será digitado e depois será um post do blog, mas no caderno soa mais verdadeiro...)
Sentimentos de revolta me moveram a escrever, mas como sempre meu texto nunca toma o rumo inicial.
Um texto com esse rumo soaria imaturo demais, e eu quero exatamente o oposto disso.
Sou movida a várias ‘subjetividades’. “Eu tenho os meus desejos e planos”, não tão secretos assim. E é por eles que me movimento.
Hoje eles são mais possíveis, e mais fáceis de serem concretizados.
Eu analiso.
Observo.
Imagino.
Anseio...
E vivo com eles em mente, a fim de caminhar ao seu encontro.
Acontece que as pessoas me vêem como sonhadora. Uma boba sonhadora.
Não percebem que já não é assim, parecem não querer enxergar a realidade como ela realmente é no presente. Tentam esconder e disfarçar algumas partes.
Não os julgo. Sei que tem tanto medo quanto eu.
Acontece também que o medo do futuro já não me para, e eu continuo desejando.
Não descarto a possibilidade de frustração, trabalhar e não alcançar o objetivo. Mas ao longo do caminho vou trabalhando a tolerância à essas situações.
Meus desejos são possíveis, e querendo ou não, estão bem próximos. Basta querer enxergar.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Queria ser poeta
Ser belo por ser triste
E não precisar justificar essa tristeza.
Viver a pensar a existência.
E ser belo por isso
Eu queria ser poeta...