Numa tarde sem aula ela resolve, após assistir um filme, revirar momentos escritos em seu velho pc. Sim! a saudade a aperta, comprime. Mas já não a torna pequena.
Dentre outras coisas ela observa sua mudança, algumas explícitas, outras implícitas, mas elas as percebe todas, mesmo que inconscientemente. Mudanças em seu jeito de escrever, nas suas cores prediletas. Mudança no seu pensar, no agir. Percebe a maturidade e ainda a falta dela em algumas situações. Nota que seu vocabulário hoje é mais amplo, e somando tudo isso percebe que sua mente também se expandiu.
Sua mente se expandiu.
Ela sente saudades. Suas lembranças ainda são nítidas, e agora ela sorri com elas.
Ela sente saudades. Mas suas vontades são ainda maiores.
Ampliou-se ao infinito. Colocou-o em seu pulso e definiu-o como meta principal.
Ela quer conhecer o mundo. Desvendar as pessoas, sentir os gostos e experimentar todas as cores.
O infinito. É o que ela quer.
A garota tem planos, sonhos grandes e mágicos.
Gosta de sapatos de boneca e sonha com o amor.
Tem vôos altos, com minuciosos detalhes.
Gosta da fantasia.
Mas com o tempo aprendeu a colocar os pés no chão sem aquele forte impacto.
Sim. ela ainda se decepciona com a vida, mas cansou-se da estagnação.
Fascina-se com os pequenos detalhes. Aos poucos aprende o jogo da vida, e surpreende-se quando pessoas lhe procuram dizendo sentir tua falta.
Gosta quando é valorizada, mas tem esforçado-se para nunca esquecer de reconhecer o seu próprio valor.
Gosta de valorizar-se.
A garota vê seu passado como algo insubstituível, e por vezes suas crises nostálgicas são tão intensas que ela quase se rende. Mas sua curiosidade pelo infinito é maior.
O infinito com toda sua imensidão. As cores vibrantes, as culturas diferentes, fascina-se pelas mais diversas ideologias.
E aos poucos forma o seu próprio conjunto de idéias. { de idéias únicas }
A sua própria cultura.
Cria suas próprias cores.
Somam-se os sabores já provados, e a garota caminha cada vez para mais longe. Gosta de encontrar desafios e tentar vencê-los, já não se esconde atrás da porta.
A mulher, em muitas vezes, diz a que veio. Mas mesmo sentindo-se tão diferente, ela insiste: prefere continuar garota.
domingo, 17 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Minha cultura e meus quadris
Pessoas
Movimento
em ritmos diferentes.
A música,
coordenando tudo
ampliando a mente
e deixando-a livre para voar.
Mpb e Rock.
Like a rock a billy
don’t make war, make love
e
peace and love.
A trilha sonora da vida.
A flor por entre os fios de cabelo
As unhas em cores vibrantes
Ornamentos de chitão
Cada um com seu som.
Pessoas
Movimento
em ritmos diferentes.
A trilha sonora da vida que eu trilho,
ritmando minha cultura e os meus quadris.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O surto
e de forma violenta ela me atingiu a face.
O estopim foi um beijo,
Seguido de tapas, empurrões,
grito, nervosismo
e choro.
Todos os sentimentos eclodiram
por dentro.
E todos apareceram
por fora.
O que era pequeno
tornou-se significativamente relevante
E o que já era grande
extravasou até mesmo os limites que não existiam.
O choro,
desesperado e soluçante.
Os gritos,
que eram meus mas que eu não sabia como parar.
O descontrole,
de atos e pensamentos.
Só quando tudo isso cessou
Percebi já existir o desespero.
Senti os soluços
e gritos que vibravam por dentro.
E então percebi,
há tempo já não havia controle ...
terça-feira, 14 de abril de 2009
A dialética da felicidade
Os desejos tomam conta dessa garota por in
teira.
Cansada de tentar controlá-los, ela liberta o ID. E a felicidade a domina por completo.
A felicidade a deixa leve, e os quadris requebram ao som da música. Quanto mais ela dança, mais acometida de desejos ela fica.
Então liberta o ID de novo, e sente-se tomada pela felicidade mais uma vez.
O círculo vicioso de ser feliz, a dialética da felicidade.
A garota sabe que não demora muito e o superego a alcança com cordas prontas para amarrar o ID, mas agora ela conhece a força de seus desejos. E delicia-se ao realizá-los.
Com sapatos de boneca, a garota se mete nesse círculo vicioso de ser feliz, pois adora a dialética da felicidade.
[ nesse momento os sentimentos estão todos confusos dentro de mim, talvez esse texto já tenha perdido o sentido, ou talvez tenha ganhado mais ainda... ]
sexta-feira, 10 de abril de 2009
a esperança que surge, logo desaparece
o desejo que aflora, logo se decepciona
e os olhos confessam toda a verdade
num texto sem pontos, sem letras maiúsculas
- são apenas vírgulas
as vírgulas que separam os sorrisos das lágrimas
e os olhos que confessam toda a verdade
domingo, 29 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
"Tudo isso aconteceu, acredite ou não... [ inesperado ] "
Nem um beijo. Uns toques de mãos, de pés, um abraço apertado. O corpo fala.
Ansiosa para escrever aqui, mas com vontade de jogar a caneta e o caderno para o lado, esparramar-me na cama, deliciar-me com as lembranças dessa noite enquanto sinto o cheirinho naquele papel. *-*
Amizade no melhor e único sentido verdadeiro da palavra.
Sinceridade.
E um sentimento confuso, reflexo de todas as tuas palavras e atitudes.
Adoro-te. De forma pura, talvez até inocente. E intensa.
Sinto contigo aquela “empolgação” (entusiasmo) que comentei contigo, mas ainda não sei bem o que isso significa.
Uma atitude considerada errada por muitos, e não considerada certa por mim. Porém, espontânea. E incontrolável.
Adorei teus pés brincando com os meus.
O ForFun tá tocando. Não existe hora melhor para largar isso aqui, deitar-me e sentir o cheirinho de olhos fechados. *-*