"...Ocupar o ar das horas plenas, serenas.
Inéditas, autênticas
Revidar bela
Desperta em nós
Nova aurora ao coração
Ensina a perder o medo
Alcança a voz, acorda de prontidão.
Anuncia..."
Nessa horas eu queria ser como o resto da família, que acha as palavras certas e faz poesia.
Queria traduzir em palavras o que hoje sinto.
É que já não cabe em mim tamanha felicidade, e pra ser sincera, nunca pensei que isso me faria tão feliz! (rs)
Bom, não achei as palavras poéticas...mas tenho certeza que a maior poesia já está vindo! *-*
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Eu estou assim como o tempo da minha cidade, que amanhece nublado e frio, depois se abre num sol brilhante, ao final da tarde o vento gelado corta e, de noite, fecha o céu sem cessar o vento cortante.
O sol e a lua se alternam, e estão sempre brilhantes. Nem vento nem chuva lhes tira o brilho.
E eu estou assim, alternando entre sol e nuvens.
Em meus pensamentos, seria de um jeito. Mas só seria. Era um pensamento, algo que não deveria acontecer.
Na minha realidade, é de um jeito totalmente diferente.
E eu que gosto tanto de ser congruente, fico aqui, suprimindo desejos.
Tenho enganado aquele id, meu ego por vezes trabalha bem. Mas de nada adianta, o mundo exige mesmo é aquele superego.
Um superego pra sempre tentar me convencer que meus pensamentos e instintos devem ser iguais a realidade.
Um superego pra sempre me fazer acreditar no que vem de fora, e pra suprimir o que é real em mim.
Pra suprimir o que é real em mim...
Bom, vou parando por aqui. Afinal, o sol tá brilhando lá fora e o vento continua a cortar meus lábios...
O sol e a lua se alternam, e estão sempre brilhantes. Nem vento nem chuva lhes tira o brilho.
E eu estou assim, alternando entre sol e nuvens.
Em meus pensamentos, seria de um jeito. Mas só seria. Era um pensamento, algo que não deveria acontecer.
Na minha realidade, é de um jeito totalmente diferente.
E eu que gosto tanto de ser congruente, fico aqui, suprimindo desejos.
Tenho enganado aquele id, meu ego por vezes trabalha bem. Mas de nada adianta, o mundo exige mesmo é aquele superego.
Um superego pra sempre tentar me convencer que meus pensamentos e instintos devem ser iguais a realidade.
Um superego pra sempre me fazer acreditar no que vem de fora, e pra suprimir o que é real em mim.
Pra suprimir o que é real em mim...
Bom, vou parando por aqui. Afinal, o sol tá brilhando lá fora e o vento continua a cortar meus lábios...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Então eu correria.
Lá onde a grama fosse verde eu correria.
E ai me deitaria virada para o sol que me ofuscaria com tanto
brilho: eu ficaria fascinada.
Vestida com uma roupa bonita, confiante eu sairia.
Os olhares que me fossem direcionados seriam retribuídos, ou quem
sabe ignorados, tanto faz. Afinal, eu estaria confiante numa roupa bonita.
Eu iria me divertir com vários copos de cerveja e com vários
daqueles amigos em volta.
Chegaria tarde, e não precisaria me preocupar.
Dormiria sozinha e feliz. Só pra provar que eu não tenho medo do
escuro.
No domingo seguinte, passaria horas assistindo aquele seriado que
começamos a assistir juntos, só pra provar que eu posso sem você.
Eu me mudaria para outra cidade, e começaria do zero: livre, leve.
Só pra provar que eu sei sozinha.
E seria fácil, uma vida regrada por mim mesma. Quem sabe com um
cachorro, só pra ter de quem exigir alguma coisa de vez em quando e pra provar
que esse é o meu jeito e que não mudo por nada.
Eu dormiria tranquila. Meus finais de semana seriam improvisados e
planos já não fariam mais parte de mim. Finalmente eu não teria mais decepções.
Com tanto brilho: eu ficaria fascinada.
Então seria assim.
Faria tudo isso se eu pudesse controlar.
Agiria assim se você fosse outro alguém, e eu uma outra pessoa.
Eu mudaria o mundo.
E mudaria apenas pra poder me ofuscar com o brilho de um único
sorriso, e ser o motivo dele.
Então seria assim...
sexta-feira, 13 de abril de 2012
V - depois de tanto tempo...
Ela sente saudades.
Das letras, palavras, poesias.
É fácil perceber que ela se cansou da estagnação: tem tantos planos, ideias e vontades, mas continua no mesmo lugar.
De vez em quando ela percebe algum avanço, algum passo dado. Mas são todos tão pequenos perto de sua sede! de sua vontade de mundo!
E aí ela continua com saudades, com vontades, com sonhos...
mesmo que com pequenos passos.
Enfim, pelo menos depois de tanto tempo ela finalmente voltou a falar sobre si mesma, ne!? Talvez isso ajude com as palavras perdidas...
Das letras, palavras, poesias.
É fácil perceber que ela se cansou da estagnação: tem tantos planos, ideias e vontades, mas continua no mesmo lugar.
De vez em quando ela percebe algum avanço, algum passo dado. Mas são todos tão pequenos perto de sua sede! de sua vontade de mundo!
E aí ela continua com saudades, com vontades, com sonhos...
mesmo que com pequenos passos.
Enfim, pelo menos depois de tanto tempo ela finalmente voltou a falar sobre si mesma, ne!? Talvez isso ajude com as palavras perdidas...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
E paro sempre pra escrever quando angústias e medos diversos me acometem.
Quando sinto minha sede de mundo maior do que minhas possibilidades.
Quando quero mais do que meus braços alcançam. Mais do que minha mente suporta.
E quando sinto insatisfação com esse mundo e me encho de vontade de mudá-lo. Transformá-lo.
E aí eu paro.
De que me adianta tantos anseios se ainda não aprendi a lidar com a angústia e não aprendi a viver com o medo?
Pra quê tanta sede se ainda sinto o espaço estreito?
Pra quê tentar esticar se meus braços são sempre do mesmo tamanho e minha mente borbulha com tantas vontades?
O que eu faço com a insatisfação se a minha voz ainda não é suficiente para chegar aos que tem poder de mudar a realidade?
Aí então eu corro. E vou pulando de pedra em pedra, de pé em pé.
Disfarço o medo e escondo a angústia no guarda-roupa.
Dou a mão à alguém e meus braços se alongam, crescem e expandem a mente e as possibilidades.
E assim as transformações acontecem, sempre nesse processo de estagnação e consequente metamorfose.
Sempre com aquele sonho de que um dia todo o mundo vai ser diferente....
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O mundo me surpreende, quase que rotineiramente.
Acontece que às vezes ele me assusta. Me amedronta.
Vejo um lindo bebê chegar ao mundo e fazer brotar sorrisos em todos os rostos ao redor.
Aí então eu viro meu rosto pro outro lado e vejo uma bela mulher madura buscando meios pra sair desse mundo: ela sente falta de quando sua simples presença fazia brotar sorrisos.
É difícil sorrir sem sorrisos.
E ela precisa fugir. Encontra meios pra isso...
e se descontrola.
O limite entre ser são e insano.
Um limite que não existe. A insanidade é apenas algo que todos escondemos, reprimimos.
Essa falta de sanidade só não existe nesse bebê que acabou de chegar. Delicado, ele só procura sobreviver e ser rodeado de amor. Seu mundo é leve com tantos sorrisos ao redor.
O mundo me amedronta, e eu tenho medo de assustar esse bebê.
Sabe, às vezes eu queria que o mundo parasse de me surpreender...
Acontece que às vezes ele me assusta. Me amedronta.
Vejo um lindo bebê chegar ao mundo e fazer brotar sorrisos em todos os rostos ao redor.
Aí então eu viro meu rosto pro outro lado e vejo uma bela mulher madura buscando meios pra sair desse mundo: ela sente falta de quando sua simples presença fazia brotar sorrisos.
É difícil sorrir sem sorrisos.
E ela precisa fugir. Encontra meios pra isso...
e se descontrola.
O limite entre ser são e insano.
Um limite que não existe. A insanidade é apenas algo que todos escondemos, reprimimos.
Essa falta de sanidade só não existe nesse bebê que acabou de chegar. Delicado, ele só procura sobreviver e ser rodeado de amor. Seu mundo é leve com tantos sorrisos ao redor.
O mundo me amedronta, e eu tenho medo de assustar esse bebê.
Sabe, às vezes eu queria que o mundo parasse de me surpreender...
domingo, 10 de julho de 2011
IV
"Dependência.
das pessoas e dos sentimentos
Dependente.
do amor e do sofrimento
Desequilíbrio.
da insanidade e da consciência"
...assim Julia se perdia tentando criar poemas.
das pessoas e dos sentimentos
Dependente.
do amor e do sofrimento
Desequilíbrio.
da insanidade e da consciência"
...assim Julia se perdia tentando criar poemas.
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