Incrível como palavras me atraem.
Como sinto a necessidade delas. Como as sinto brotando em minha mente, como as vejo formando-se, antes mesmo de chegarem a ser.
Chegarem a ser.Há tanta coisa nesse mundo!
Há tanta gente!
Mas nem todos chegam a ser.
Ser o que!?
O que constitui esse movimento tão falado e estudado do vir-a-ser!?
Acredito apenas na essência. Pois sei que esta sempre é, ela sempre foi!
A essência existe desde pequenos, e assim permanece para a vida.
Ela é isenta de ter que tornar-se. Ela basta por si só.
Ah, como é feliz a essência!
Não é cobrada pela tal de maturidade, nem tampouco importa-se com aquela outra, a identidade.
Pois ela basta.
Sem cobrar. Sem reclamar.
E sem acomodar.
Ela se basta em si, mas nunca se torna estável a ponto de definições exatas.
Ela foge de padrões e paradigmas. Na realidade, odeia tudo que tem-que-ser.
A verdade é que me encontro em certa angústia frente ao movimento do vir-a-ser. Frente ao movimento que ocorre em mim, naqueles próximos, e nos aparentemente distantes.
O vir-a-ser tem metas que o mundo lhe coloca, e é daí que me brotam as angústias.
O que poucos sabem e outros tentam esquecer, é que quem modela esse movimento é a tão mágica essência. Aquela que sempre é e sempre foi.
O que poucos sabem e outros tentam esquecer, é que a essência talvez se encontre por trás das palavras.