domingo, 10 de maio de 2009

Minha cultura e meus quadris

Paixões e beijos nas bocas
Pessoas
Movimento
em ritmos diferentes.

A música,
coordenando tudo
ampliando a mente
e deixando-a livre para voar.

Mpb e Rock.
Like a rock a billy
don’t make war, make love
e
peace and love.

A trilha sonora da vida.

A flor por entre os fios de cabelo
As unhas em cores vibrantes
Ornamentos de chitão
Cada um com seu som.

Pessoas
Movimento
em ritmos diferentes.

A trilha sonora da vida que eu trilho,
ritmando minha cultura e os meus quadris
.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O surto

Jogaram-me a verdade
e de forma violenta ela me atingiu a face.
O estopim foi um beijo,
Seguido de tapas, empurrões,
grito, nervosismo
e choro.

Todos os sentimentos eclodiram
por dentro.
E todos apareceram
por fora.
O que era pequeno
tornou-se significativamente relevante
E o que já era grande
extravasou até mesmo os limites que não existiam.

O choro,
desesperado e soluçante.
Os gritos,
que eram meus mas que eu não sabia como parar.
O descontrole,
de atos e pensamentos.

Só quando tudo isso cessou
Percebi já existir o desespero.
Senti os soluços
e gritos que vibravam por dentro.

E então percebi,
há tempo já não havia controle ...

terça-feira, 14 de abril de 2009

A dialética da felicidade

Os desejos tomam conta dessa garota por inteira.
Cansada de tentar controlá-los, ela liberta o ID. E a felicidade a domina por completo.
A felicidade a deixa leve, e os quadris requebram ao som da música. Quanto mais ela dança, mais acometida de desejos ela fica.
Então liberta o ID de novo, e sente-se tomada pela felicidade mais uma vez.
O círculo vicioso de ser feliz, a dialética da felicidade.

A garota sabe que não demora muito e o superego a alcança com cordas prontas para amarrar o ID, mas agora ela conhece a força de seus desejos. E delicia-se ao realizá-los.



Com sapatos de boneca, a garota se mete nesse círculo vicioso de ser feliz, pois adora a dialética da felicidade.

[ nesse momento os sentimentos estão todos confusos dentro de mim, talvez esse texto já tenha perdido o sentido, ou talvez tenha ganhado mais ainda... ]

sexta-feira, 10 de abril de 2009

sabe quando tudo parece tão errado ?
a esperança que surge, logo desaparece
o desejo que aflora, logo se decepciona
e os olhos confessam toda a verdade
num texto sem pontos, sem letras maiúsculas
- são apenas vírgulas
as vírgulas que separam os sorrisos das lágrimas
e os olhos que confessam toda a verdade

domingo, 29 de março de 2009

a garota cansou de mostrar-se mulher
várias facetas de um único sujeito.
ainda sonho com contos-de-fada,
mas gosto de deliciar-me com prazeres reais.
vislumbro a magia até mesmo
nesse mundo fudido.
abandono os cantos escuros e obtusos
gosto mais das cores
e como diz meu irmão:
"eu quero mais é me apaixonar"

domingo, 15 de março de 2009

"Tudo isso aconteceu, acredite ou não... [ inesperado ] "

Ansiosa para escrever aqui.
Nem um beijo. Uns toques de mãos, de pés, um abraço apertado. O corpo fala.
Ansiosa para escrever aqui, mas com vontade de jogar a caneta e o caderno para o lado, esparramar-me na cama, deliciar-me com as lembranças dessa noite enquanto sinto o cheirinho naquele papel. *-*
Amizade no melhor e único sentido verdadeiro da palavra.
Sinceridade.
E um sentimento confuso, reflexo de todas as tuas palavras e atitudes.
Adoro-te. De forma pura, talvez até inocente. E intensa.
Sinto contigo aquela “empolgação” (entusiasmo) que comentei contigo, mas ainda não sei bem o que isso significa.
Uma atitude considerada errada por muitos, e não considerada certa por mim. Porém, espontânea. E incontrolável.
Adorei teus pés brincando com os meus.
O ForFun tá tocando. Não existe hora melhor para largar isso aqui, deitar-me e sentir o cheirinho de olhos fechados. *-*
Não é necessário um estudo aprofundado em Sociologia, e nem leitura de casos com bases teóricas na Psicologia Social, é fácil perceber a individualidade que nos vem tomando conta.
Um mundo cada vez mais individual, pessoas que pensam e agem baseadas em interesses próprios, beneficiando a si mesmas. Somente a si mesmas. Já não agem pensando no bem das pessoas próximas, não se preocupam com o bem-estar alheio.
O mundo hoje é o próprio umbigo, limitamo-nos a isso.
E é a partir daí que resolvi aderir a essa moda.
Sempre preocupei-me excessivamente com os outros. Nas relações nunca fui a prioridade, nas amizades dava o que podia. Sempre. Mas agora forço-me a mudar.
Individualista.
É assim que tem que ser.
Tentei procurar um equilíbrio, colaboração de ambas as partes, conseqüente harmonia. Mas não achei. As pessoas não têm o mesmo foco que eu, preocupam-se apenas com seu “eu” particular.
Individualista.
É só assim que consigo me manter.
Preocupar-me comigo mesma, meu próprio umbigo e meu próprio bem-estar. Assim os lucros são maiores e mais rápidos.
Atenção dada a quem me dá. Preocupação já não desperdiçada com aqueles que a desprezam.
Dar valor a quem merece.
Valorizar-me acima de tudo.
Atitudes e decisões próprias. Interessados que se adaptem a esse meu novo jeito.
Talvez um pouco egocêntrico demais, porém um mecanismo de escape mais do que necessário.